Nesta quarta-feira, 24 de agosto, a guerra da Rússia contra a Ucrânia completa seis meses, mesmo dia da independência ucraniana. A previsão inicial de que Kiev seria tomada pelas tropas russas em horas não se concretizou e os confrontos continuam até hoje, principalmente no leste e sul do país.
Em seis meses, 5.587 civis morreram, incluindo mais de 360 crianças e adolescentes, segundo dados do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos. Já o número de feridos é próximo de 8 mil, mas deve ser ainda maior já que o acesso à informação não é fácil no front de batalha.
De fevereiro até agora, foram feitas mais de 10 milhões de travessias de pessoas para países da União Europeia. No mesmo período, estima-se que mais de 4 milhões de pessoas tenham feito o sentido inverso, voltando para a casa.
O jornalismo da Band, entrevistou a brasileira Clara Magalhães, uma das criadoras da Frente BrazUcra, que tem atuado ativamente na guerra. Antes, o principal objetivo era tirar pessoas da Ucrânia. Hoje, o trabalho se concentra em distribuir mantimentos, especialmente nas áreas com confrontos.
“A gente tem uma demanda muito maior de pedidos de evacuação e de mantimentos para cidades do front. A Cruz Vermelha não vai para esses territórios. A ONU manda suprimentos, mas não tem delegações trabalhando com esses resgates. É um trabalho muito sério e perigoso que as organizações fazem hoje.”
Clara Magalhães conta que, onde os bombardeios já não são mais tão comuns, a população retomou a rotina.
“A vida voltou ao normal na maioria das cidades. Eu acho que é um paralelo com o Brasil. Você acaba ficando acostumado à violência. Muitas cidades do oeste e do centro não são bombardeadas, pelo menos não com frequência. A gente fala que a maioria dos lugares é segura, até que você é bombardeado. Muita gente voltou para a Ucrânia. Eu estava em Bucha essa semana e vi crianças, o que não acontecia três meses atrás.”
Para ajudar a Frente BrazUcra, basta acessar o Instagram do grupo voluntário e seguir o passo a passo. (Band)



