Herdeiro de fundador da Weg receberá R$ 1 bilhão após disputa judicial

Política

Após sete anos, a Justiça reconheceu o direito de um homem a receber parte da herança de Eggon João da Silva, fundador da WEG. O empresário que ajudou a fundar uma das maiores fabricantes de motores elétricos do mundo morreu em 2015 em Jaraguá do Sul, no Norte de Santa Catarina. O primeiro emprego dele foi aos 13 anos.

Nascido em 17 de outubro de 1929, onde atualmente fica o município de Schroeder, na mesma região, o catarinense começou a trabalhar em um cartório de Jaraguá do Sul. Em 1957, passou a ser sócio de uma empresa especializada na produção de canos de escape para veículos.

Depois de quatro anos, Silva deixou o local para fundar a WEG, em 1961, ao lado de Werner Ricardo Voigt e Geraldo Werninghaus. O empresário foi diretor presidente da empresa até 1989, e presidente do Conselho de Administração entre 1989 e 2004.

Ele ainda integrou os conselhos de empresas como a Oxford, Tigre, Marisol e Perdigão. Nesta última, exerceu a função de diretor presidente entre 1994 e 1995, momento em que realizou a recuperação financeira da empresa.

A fortuna de Silva, que chegou a integrar a lista de bilionários da revista Forbes, é estimada em US$ 1,3 bilhão, cerca de R$ 7 bilhões. Além do herdeiro que teve o direito reconhecido, Silva teve outros cinco filhos com a esposa.

Filho de Emílio da Silva e Magdalena da Silva, o catarinense foi inspirado pelo pai ao assumir a carreira de empresário. O pai dele foi professor, fotógrafo, carpinteiro, marceneiro, músico e comerciante.

Também escreveu o livro “Jaraguá do Sul – A povoação do Vale do Itapocu”. Em outubro de 2020, a Federação das Indústrias (Fiesc) entregou o Instituto da Indústria em Jaraguá do Sul, que leva o nome de Eggon João da Silva.

Novo herdeiro

Lucas Demathe da Silva, de 28 anos, entrou com ação para reconhecimento dos direitos, dando início ao processo. Após ser reconhecido como herdeiro, ele receberá o valor devido em cinco parcelas, das quais duas já foram pagas após o acordo, fechado na última semana de junho.

A última parcela deverá ser quitada em 2023. O acordo correu em sigilo na Justiça, com cláusulas de confidencialidade que impedem que as partes comentem sobre o caso.

Em nota, a WEG informou que não se manifestará sobre o processo porque a empresa não integra a disputa envolvendo os herdeiros e que a fabricante segue sem qualquer alteração em função do acordo.

Morte de Eggon da Silva

O empresário morreu em 13 de setembro de 2015 de causas naturais, segundo a WEG. Ele tinha 85 anos. O corpo foi sepultado no Cemitério Central de Jaraguá do Sul.

Na época da morte, o departamento de Recursos Humanos da WEG destacou uma frase do fundador da empresa, como homenagem:

“Quando faltam máquinas, você as pode comprar; se não tiver dinheiro, pode pegar emprestado; mas homens você não pode comprar ou pedir emprestado, e homens motivados são a base do êxito”, destacou o texto. (g1)