Homem é condenado a mais de 41 anos de prisão em Santa Cecília

Região

Um morador de Santa Cecília foi julgado pelo Tribunal do Júri, com base na denúncia do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), por tentar matar a companheira na frente dos filhos a facadas e por praticar crimes previstos na Lei Antidrogas e no Estatuto de Desarmamento. Ele foi condenado a 41 anos, seis meses e 20 dias de reclusão, sem direito a recorrer em liberdade.

O Promotor de Justiça da comarca, Rafael Scur do Nascimento, atuou na sessão, realizada na última sexta-feira (24/4), conduzindo a acusação com base nas provas colhidas pelos órgãos investigativos. “A vida é o bem mais precioso que existe e não pode, em hipótese alguma, ser tratada como algo descartável ou submetida à violência banalizada. Cada ataque contra ela representa uma ruptura grave no tecido social, e a resposta precisa ser firme para reafirmar que nenhuma forma de brutalidade será tolerada”, sustentou.

Os fatos aconteceram em 29 de novembro de 2024. As investigações revelaram que, naquela tarde, o réu partiu para cima da vítima com uma faca de cozinha ao saber que ela pretendia terminar o relacionamento, causando ferimentos em várias partes de seu corpo. Tudo foi presenciado pelos dois filhos dela.

Segundo a denúncia, “o homem só não consumou o crime por circunstâncias alheias à sua vontade, pois a mulher conseguiu se desvencilhar, sendo socorrida a tempo e encaminhada a atendimento médico especializado”. Ele fugiu do local, mas foi localizado e preso em flagrante no mesmo dia.

No momento da prisão, a Polícia encontrou 151 gramas de maconha, uma pistola com a numeração raspada e 170 projéteis. O homem permaneceu preso durante todo o decorrer do processo e retornou ao presídio assim que o julgamento terminou para cumprir a sentença imposta. Os crimes atribuídos a ele foram os de tentativa de feminicídio por motivo torpe – agravado pelo fato de ter sido cometido na frente de descendentes da vítima –, tráfico de drogas e posse irregular de arma de fogo e munições.

“Não se trata apenas de punir um indivíduo, mas de reafirmar valores fundamentais que sustentam a convivência em sociedade. A violência doméstica, sobretudo quando exposta diante de crianças, deixa marcas profundas e duradouras. A resposta dada neste julgamento demonstra que atos dessa gravidade encontram limites claros na lei e serão enfrentados com o rigor necessário para proteger vidas e preservar a dignidade humana”, concluiu o Promotor de Justiça Rafael Scur do Nascimento.

Denuncie 

A violência contra a mulher muitas vezes acontece em silêncio, dentro de casa, longe dos olhos da sociedade. Porém, o silêncio não protege; ele perpetua o sofrimento. Denunciar é um passo fundamental para interromper esse ciclo e salvar vidas.

Se você sofreu violência, saiba que você não está sozinha. Nenhuma forma de agressão é justificável, seja física, psicológica, moral, sexual ou patrimonial. Procurar ajuda não é sinal de fraqueza, mas de coragem. É o começo de uma mudança que pode lhe devolver a segurança, a dignidade e a liberdade.

Se você conhece alguém que está passando por isso, não se omita. Um gesto de apoio, uma orientação ou até mesmo uma denúncia pode fazer toda a diferença. Muitas vítimas não conseguem pedir ajuda sozinhas, e a sua atitude pode ser decisiva para protegê-las.

Como denunciar

  • Na Promotoria de Justiça da sua cidade

  • Polícia Militar: Disque 190

  • Central de Atendimento à Mulher: Disque 180

  • Núcleo de Enfrentamento a Violências e Apoio às Vítimas (NEAVIT):
    conheça os locais e horários em mpsc.mp.br/neavit

  • Ouvidoria do MPSC: atendimento presencial, formulário on-line ou, para informações, disque 127

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.