Homem é investigado por suspeita de planejar assassinato de servidora em Joaçaba

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O Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), por meio do CyberGaeco, realizou nesta quinta-feira (20) a Operação “Aracne”, que investiga um suposto planejamento de homicídio e violência sexual contra uma servidora de cartório extrajudicial residente na cidade de Joaçaba, no Meio-Oeste catarinense.

A operação foi realizada em apoio à 4ª Promotoria de Justiça da comarca de Joaçaba. Um mandado de busca e apreensão foi cumprido em Goiânia, em Goiás, contra um homem apontado como possível autor das ameaças. A medida foi autorizada pela Vara Criminal da comarca de Joaçaba e contou com apoio do Gaeco do Ministério Público de Goiás.

Segundo o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), as ameaças teriam sido realizadas em ambiente virtual e estariam relacionadas à insatisfação do investigado com o resultado de um concurso público para cartórios realizado em Santa Catarina.

Durante a investigação, o CyberGaeco identificou como possível autor das ameaças um homem residente em Goiânia. A busca e apreensão teve como objetivo reunir elementos para aprofundar a investigação, preservar provas e esclarecer os fatos.

Concurso para cartórios

O Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC) realizou, em 2025, etapas do concurso público para ingresso na atividade notarial e de registro no estado. Em agosto daquele ano, o Tribunal divulgou a classificação final do concurso. Na ocasião, 22 vagas estavam em disputa, sendo 15 para ingresso e sete para remoção.

Em setembro de 2025, o TJSC realizou uma audiência pública para a escolha das vagas. Segundo o Tribunal, foram classificados 15 candidatos na modalidade de remoção e 106 candidatos na modalidade de ingresso.

O MPSC, porém, não informou qual etapa ou resultado específico do concurso teria motivado as ameaças investigadas na Operação Aracne.

Investigação

O nome da operação faz referência à personagem Aracne, da mitologia grega, associada a um episódio envolvendo uma competição de tecelagem. De acordo com o MPSC, a denominação faz alusão à linha investigativa de que as ameaças teriam sido motivadas pela insatisfação do investigado com o resultado do concurso para cartórios extrajudiciais.

Até o momento, o Ministério Público não divulgou a identidade da servidora nem do investigado, e também não informou se houve prisão durante a operação. A investigação segue em andamento.

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