Homem que confessou ter matado mulher em Ipira alega legítima defesa

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O homem de 39 anos suspeito de matar a companheira Lorimar Lutkemeier, de 59 anos, alegou legitima defesa em depoimento prestado à Polícia Civil. Ele se apresentou na tarde desta sexta-feira (17) na delegacia de Piratuba. O crime teria ocorrido no último domingo (12), em Ipira. O casal estaria junto há cerca de sete meses.
De acordo com o delegado regional de polícia, Gilmar Bonamigo, o suspeito alegou ‘legítima defesa’ afirmando que constantemente brigavam e discutiam. Nesta sexta, enquanto estava sendo tomado o depoimento do suspeito, a Polícia Civil representou pela prisão preventiva. O mandado foi expedido e o suspeito preso. Ele foi encaminhado ao Presídio Regional de Joaçaba.
Na manhã da última quinta-feira (16), a Polícia Militar foi acionada por familiares que disseram que o suspeito havia contado ter estrangulado Lorimar, ateado fogo no corpo e jogado os restos mortais fora.
O caso chegou ao conhecimento da Polícia Civil na manhã da quinta-feira após o desaparecimento de Lorimar Lutkemeier.  O homem passou a relatar para familiares e colegas de serviço que teria matado sua mulher no domingo (12). Um inquérito policial foi instaurado e as testemunhas foram ouvidas. Os investigadores acreditaram que era um fato verdadeiro, pois as diferentes pessoas entravam em concordância com as versões. Os agentes de Piratuba iniciaram as buscas durante o dia todo, mas nada foi encontrado.
O suspeito se apresentou na tarde da sexta na delegacia de Piratuba. O homem confessou que havia matado sua companheira e informou que houve uma discussão e a estrangulou no domingo (12), por volta das 18h, deixando o corpo na residência até a noite de terça-feira, dia 14. Com o carro dela o acusado levou o cadáver até a beira do Rio Uruguai na correnteza de água da barragem, ficando por cerca de três horas, queimou e jogou o restante que sobrou nas águas.
O homem levou os policiais e peritos da Polícia Cientifica até o local e mostrou onde a queimou. Os restos mortais foram recolhidos para a perícia.  A Polícia Civil continua a investigação.
Em 18 de março de 2010, por volta das 4h, Lorimar Lutkemeier matou o marido Valdenir Bortolini na Rua Caravágio, em Tangará. Ele estava dormindo quando ela amarrou suas pernas e braços com cordas de nylon, com duas facas, uma tesoura e um martelo,  desferiu diversos golpes nele. Lorimar matou Valdenir por supostas suspeitas ou possível confirmação que o mesmo estava lhe traindo. Em 26 de agosto de 2011, Lorimar foi condenada pelo Poder Judiciário a 15 anos de prisão. Em novembro de 2017 ela recebeu liberdade condicional.