O número de alunos do ensino superior com mensalidades em atraso subiu no primeiro semestre de 2020. Segundo a 4ª Pesquisa Cenário Econômico Atual das Instituições de Ensino Superior Privadas, a taxa de inadimplência das faculdades no Brasil ficou em 11%, valor 29,9% maior que no mesmo período de 2019. Isso significa que 565 mil alunos ficaram inadimplentes, 109 mil a mais que no ano passado.
O levantamento, elaborado pelo Instituto Semesp (Sindicato das Instituições de Ensino Superior Privado), mostra também que, apesar de a inadimplência ser maior em cursos ensino a distância, as mensalidades em atraso nos cursos presenciais apresentaram maior aumento nesse período, em torno de 33,1%.
Os impactos econômicos e sociais provocados pela pandemia de Covid-19 no ensino superior provocaram pouca diferença nas taxas de inadimplência quando comparadas pelo porte da instituição. Segundo a pesquisa, no 1º semestre de 2020, o percentual das instituições de grande porte (acima de 7 mil alunos) ficou em 11,8%, enquanto que as instituições de pequeno ou médio porte (até 7 mil alunos) atingiram 10,6% no mesmo período.
No Estado de São Paulo, a inadimplência ficou em 10,1% no 1º semestre de 2020, valor 47,7% maior que no mesmo período de 2019. Apesar de a taxa ser menor que no Brasil (11%), as mensalidades em atraso no estado apresentaram maior variação nesse período (no Brasil o aumento foi 29,9%).
Na região metropolitana de São Paulo, a inadimplência aumentou 43,3%, puxada pelo atraso do pagamento de cursos presenciais. Já no interior do estado, a variação chegou a 51,1% com taxa de 9,9%.



