Indígenas já estão há mais de uma semana fora de aldeia após conflito e morte em Chapecó

Política

Cerca de 350 indígenas já estão há mais de uma semana abrigados no ginásio Ivo Silveira, em Chapecó, desde o dia em que um conflito foi deflagrado na Aldeia Kondá, com a morte de uma pessoa.

A administração municipal diz que está buscando uma solução para a situação. O espaço para abrigar os indígenas foi cedido pela Prefeitura a pedido da Funai (Fundação Nacional dos Povos Indígenas).

O conflito na Aldeia Kondá ocorreu no dia 16 deste mês. Aziel Floriano, de 21 anos, foi morto a tiros e várias outras pessoas ficaram feridas. Muitos veículos e casas também foram incendiados durante a briga.

Casas e carros foram incendiados após briga na aldeia (Foto: Divulgação)

O prefeito de Chapecó, João Rodrigues, esteve novamente no ginásio Ivo Silveira nesta terça-feira (25) e também acompanhou o grupo que foi de ônibus até a aldeia, para negociar o retorno com o cacique Efésio Siqueira e visitar as casas que foram abandonadas após o conflito.

Apesar do policiamento, há resistência no retorno para a aldeia do grupo que está no ginásio, que seria oposição ao atual cacique.

O prefeito conversou com os dois grupos, a Funai e espera que a situação seja resolvida em uma nova reunião programada para esta quarta-feira, dia 26.

“O município tem colaborado com alimentação e atendimento de profissionais da secretaria de Família e Proteção Social, Educação, Saúde e também Defesa Civil”, disse a Prefeitura de Chapecó, em nota.

Funai participa de negociações para retorno dos indígenas à aldeia (Foto: Divulgação)

 

Motivo do conflito

A Funai relatou que o conflito tem a ver com uma disputa de poder e o caso envolve opositores do atual cacique Efésio Siqueira, eleito no ano passado, mas sem reconhecimento da oposição.

“O que está acontecendo mesmo é que eles querem tomar o poder, que tenho dois anos ainda para cumprir. Daqui a dois anos, vai ter uma eleição de novo. É isso que eu quero que cumpra. E que a Justiça olhe para esses lados. Que a justiça seja feita para essas pessoas”, disse Efésio.

Um dos líderes de oposição, Edson Rodrigues afirmou que desde a última quinta-feira (13), o grupo de oposição vinha sofrendo ameaças de expulsão da aldeia. “No momento antes de acontecer, na quinta-feira à noite, pelas redes sociais e WhatsApp, já estava tendo essa discussão, esse conflito, intimidando o pessoal”, disse.

Com informações do Oeste Mais