Ipirense que mora em Pomerode revela toda sua paixão pelo São Paulo Futebol Clube

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Pomerode – Há a possibilidade de, em uma família dominada por gremistas e colorados, haver um são-paulino no meio? Pois foi exatamente o que aconteceu com o motorista Vanderlei Angeli, de 37 anos, mais conhecido como Vandi. Ipirense criado em Linha São Luiz, ele é torcedor do São Paulo Futebol Clube desde a sua infância, mais precisamente, quando o clube passou por um dos seus maiores momentos. “A influência foi a televisão, pois em 1992 e 1993, por volta dos meus 10, 11 anos, o jornalismo esportivo era muito baseados na seleção São Paulina, pelo fato dos dois títulos da Libertadores e Mundiais. E isso começou a me fascinar”, destaca.

Vandi conta que passou maus momentos na cidade de Florianópolis. “No dia em que fomos assistir o São Paulo contra o Figueirense, nos dirigimos até lá com um carro de cor vermelha e, por azar, entramos na rua errada, que caiu, justamente, no lado da torcida organizada do Figueira. Tivemos a sorte de ter policiamento em volta, mas passamos muito medo”.

Para o torcedor, os anos de 1992 e 1993 foram muito especiais, tanto que os jogos inesquecíveis foram, exatamente, os dos dois mundiais, contra o Barcelona e o Milan, respectivamente, somado à decisão contra o Liverpool, em 2005. E os grandes ídolos do pomerodenses estiveram presentes nestas conquistas. “Meu maior ídolo foi o Müller, juntamente com o Telê Santana e o Raí, pois os três mostravam garra, determinação e competitividade, em tudo onde participavam. Tanto que eu realizei um sonho de conhecer o Müller, um dia que ficará marcado para sempre. O Denílson também tem um lugar guardado no meu coração, por tudo o que já fez pelo tricolor paulista”, destaca Angeli.

 

Ao lado de seu pai, Celso, com o ex-jogador Müller (Foto: Divulgação)

Em um jogo beneficente, teve a oportunidade de conhecer Denílson (Foto: Divulgação)

Na questão da rivalidade, assim como em qualquer outro time, ela existe, mas as brincadeiras são levadas “na boa”. No entanto, o São Paulo, em Pomerode, tem um triunfo a seu favor. “A rivalidade sadia eu acho interessante, pois você tira um sarro aqui ou, no meu caso, tenho que escutar e ficar quieto, por enquanto. E o pior de tudo é que todos os times dos meus amigos já foram campeões recentemente, inclusive o Vasco. O meu time, para dar alegria, só no Campeonato de Torcidas Pomerode, onde, por sinal, estamos em outro patamar, como diz um jogador de um time do Rio de Janeiro (risos). Brincadeiras à parte, fico muito contente em ter conseguido mudar a torcida de alguns membros da família, como pai, mãe e até esposa, afinal, é um time que tem história, tanto cenário nacional, quanto internacional”, destaca o fanático torcedor.

Embora a fase do São Paulo não seja das melhores, Vandi frisa que o seu time está na Libertadores de 2020, possuindo um estádio bonito e estrelas fortes na camisa. “Estas estrelas não vieram da Série B (risos). Mesmo assim, um clube desta grandeza não pode ficar sete anos sem levantar um caneco importante. Eu vejo que a maior culpada dessa situação é a diretoria, que está, apenas, visando o poder e não, o bem maior que é a instituição São Paulo”, frisa, acrescentando que o seu time precisa mudar a sua postura, de fazer um gol e se fechar.

Um clube desta grandeza não pode ficar sete anos sem levantar um caneco importante. Eu vejo que a maior culpada dessa situação é a diretoria, que está, apenas, visando o poder e não, o bem maior que é a instituição São Paulo.

“Na minha opinião, os técnicos brasileiros precisam copiar o Jorge Jesus, do Flamengo, e o Sampaoli, ex-Santos, pois esses, sim, jogam com intensidade. E isso passa confiança, também para os torcedores, que começam a prestigiar as partidas e trazer lucro para a equipe. Torço para que, nos próximos anos, essa mentalidade mude, inclusive, no meu São Paulo, o qual, é minha paixão futebolística de criança”, finaliza.

 

Vandi mostra que, também em Pomerode, o São Paulo é grande (Foto: Divulgação)

(Reportagem: Jornal de Pomerode)