Joaçaba – Uma jornalista enfrentou uma situação desconfortável em uma viagem de ônibus que partiu de Joaçaba, no meio-oeste catarinense. Paulinha Patussi por muitos anos residiu e trabalho em Joaçaba e, atualmente reside em Concórdia, onde atua profissionalmente. Entretanto, frequentemente se desloca a Joaçaba, sempre acompanhada do ‘Oliver’, seu coelho de estimação, seja de carona ou de ônibus. Ela afirma que nunca teve problemas, pois, toma todas as medidas para que o transporte seja seguro para ele e aos demais com o uso de de uma caixa de transporte adequada e a devida documentação.
Paulinha explica que, por ser tratar de um animal silvestre, necessita portar um Guia de Trânsito Animal (GTA), uma espécie de atestado sanitário para transporte de animais que tem validade de dez dias e precisa ser assinada por um veterinário com especialização em espécies silvestres.
O documento, conforme a jornalista, sempre é fornecido por profissionais da clínica Pet Life de Concórdia, local onde Oliver é acompanhado. O animal acompanha Paulinha há cerca de um ano. Ela reitera que sempre se dedica ao conforme e bem-estar do animal, além do necessário carinho a ele. “Trato ele como um filho e está sempre comigo”, comenta.
O dilema que rompeu o ciclo de tranquilidade para ela e Oliver ocorreu no último dia 23 de janeiro, um domingo, quando retornava para Concórdia. Por volta das 22h a jornalista chegou à rodoviária de Joaçaba e se dirigiu ao guichê da empresa Reunidas que informou um atraso por conta de um problema em carros e que a previsão mais otimista era de ter ônibus disponível para apenas às 3h. Segundo ela, o atendente prontamente lhe indicou a optar pela empresa Unesul Transportes. De acordo com ela, eis a dor de cabeça.
“E para quem interessar possa: coelhos são silenciosos e dóceis, menores que a maioria dos cachorros e gatos. São mais higiênicos e calmos que muitas dessas espécies. O Oliver chama atenção em todos os lugares que passa e todo mundo ama! Agora, eu (sua mãe) vou até o fim para promover a erradicação de qualquer forma de preconceito e de discriminação pela espécie”, conclui.
Uma lei estadual autoriza o transporte de animais domésticos de pequeno e médio porte, acompanhados por seus tutores, nos Sistemas de Transporte Intermunicipal de Passageiros no Estado de Santa Catarina.








