Essa semana o Ministro do Supremo Tribunal Federal, Edison Fachin, acatou votação da Assembleia Legislativa de Santa Catarina que decidiu pelo fim da prisão domiciliar do deputado Júlio Garcia e a volta do parlamentar ao legislativo.
Contudo a juíza Janaina Cassol, da 1ª Vara Federal da Capital, decidiu nessa terça-feira, 23, manter a prisão preventiva e as medidas cautelaras contra Júlio.
A magistrada justificou a decisão através de comunicado a imprensa dizendo que a decisão de Fachin é relativa à operação Hemorragia, mas não em relação à operação Alcatraz.
Leia o comunicado na íntegra:
“A juíza Janaina Cassol Machado, da 1ª Vara Federal de Florianópolis, proferiu hoje (23/02/2021), despachos referentes à decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) acerca da reclamação da Assembleia Legislativa do Estado de Santa Catarina (Alesc) sobre a aplicação de medidas cautelares de suspensão do mandato eletivo e afastamento do cargo contra o deputado estadual Júlio Cesar Garcia, determinadas pela primeira instância na Operação Hemorragia. A reclamação foi considerada procedente pelo STF.
Na Operação Hemorragia, a juíza considerou revogadas as medidas aplicadas, em cumprimento à decisão do Supremo.
A juíza despachou também na Operação Alcatraz, em que as mesmas medidas haviam sido aplicadas, e manteve o afastamento do deputado estadual de suas funções. Segundo a magistrada, acerca das medidas da Alcatraz, ainda não houve deliberação da Alesc sobre a suspensão do mandato eletivo, uma vez que se trata de outro processo, tendo sido determinada a comunicação da Alesc nesta data (23/020/2021).
As medidas cautelares restritivas diversas da prisão ficaram mantidas em ambas as operações. As informações foram divulgadas com autorização do Juízo.”
Juíza decide manter Júlio Garcia preso

Julio Garcia, presidente da Alesc (Foto: Leo Munhoz / Diário Catarinense)


