O julgamento dos oito acusados pela morte do policial militar Marcos Alberto Burzanello começa nesta segunda-feira (28), às 9h, no Clube Rio Bonitense, no centro de Tangará. A sessão do tribunal do júri será presidida pelo juiz Flávio Luis Dell’Antônio e deve se estender por três dias, segundo previsão do magistrado.
Os réus, Angelica Pedroso Davila, Aldair Henrique de Souza Dalabrida, Pedro Paulo Camargo Silva, Daniel Ribeiro Galvão, Deivid Roberto Andrade, Diuli Carine de Moraes, Jonathan Henrique Veiga Ribeiro e Ricardo da Costa, foram denunciados pelo Ministério Público por homicídio com quatro qualificadoras: motivo fútil, meio cruel, crime contra policial e recurso que impossibilitou a defesa da vítima.
O crime ocorreu na madrugada de 3 de dezembro de 2022, em frente a uma boate no centro de Tangará, após os acusados serem expulsos do local e se envolverem em uma briga generalizada. Burzanello, que estava de folga, identificou-se como policial militar na tentativa de acalmar a situação, mas acabou sendo alvo do grupo. Ele foi brutalmente agredido com socos, chutes, pedras e garrafas, sobretudo na região da cabeça. Durante o ataque, houve uma luta pelo revólver da vítima, e um disparo acidental atingiu sua perna esquerda, causando grave hemorragia. Apesar do atendimento no Hospital Universitário Santa Terezinha de Joaçaba, Burzanello não resistiu aos ferimentos, deixando três filhos.
Imagens de câmeras de segurança registraram toda a ação, evidenciando a participação dos acusados, que, além de agredir o policial, impediram a aproximação dos seguranças e disputaram a posse de sua arma.
A Polícia Militar localizou os envolvidos ainda naquela madrugada, em diferentes pontos da cidade. Durante as detenções, três dos acusados resistiram e agrediram os agentes, causando lesões em dois policiais. Todos os oito réus permanecem presos preventivamente, aguardando o julgamento.



