Estado – O presidente da Assembleia Legislativa do Estado, deputado Julio Garcia (PSD), subiu à tribuna da Alesc na tarde desta terça-feira (4) e, pela primeira vez, falou a respeito da Operação Alcatraz, da qual foi alvo de mandado de busca e apreensão em seu apartamento.
Em discurso de cerca de 10 minutos, falou que esse é o momento mais triste de sua vida política. “Confio na justiça e acredito que ela está cumprindo seu papel”, começou dizendo. Em seguida, iniciou sua defesa dizendo que seu nome está ligado a dois casos.
A respeito do terreno no qual é acusado de estar em nome de “laranja”, Garcia explicou que comprou o terreno em 1994, ou seja, há 25 anos. Diz ele que houve inventário e foram 20 anos para conseguir regularizar o terreno. “O imóvel nada tem a ver com a história”.
Depois, sobre a investigação por ter relação com proprietário de uma empresa investigada, ele comentou que tinha amizade com ele, mas em relação com suas atividades privadas. “Posso afirmar, com certeza absoluta, que desconheço qualquer atividade desta empresa”.
E a respeito de sua relação com Nelson Nappi Junior, apontado pela Polícia Federal como “líder” do esquema investigado, Garcia confirmou que é seu amigo pessoal, foi padrinho de casamento de Nappi e que desconhece qualquer atitude ilícita praticada por ele.
Se eu soubesse de algo que desabonasse sua conduta, não nomearia ele para ocupar cargo comissionado em minha equipe na Alesc”. No final, agradeceu o apoio dos colegas deputados. Após isso, vários deputados usaram a palavra e manifestaram apoio a Garcia. As informações são do Diário do Iguaçu.


