Júlio Garcia (PSD) sinaliza apoio a Comandante Moisés na disputa do segundo turno

Política

Criciúma – O deputado estadual eleito Júlio Garcia (PSD) deu entrevista na manhã desta quarta-feira (17) ao jornalista Adelor Lessa na Rádio Som Maior de Criciúma, no Sul, falando sobre os resultados das eleições no primeiro turno e a projeção para o segundo turno, que acontece no próximo dia 28.

Após ficar oito anos afastado da militância política, o ex-conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE-SC) sacramentou apoio ao presidenciável Jair Bolsonaro (PSL), que disputa contra Fernando Haddad (PT). No campo estadual, sinalizou a possibilidade de estar com Comandante Moisés (PSL), contra o correligionário Gelson Merisio. Garcia disse que Moisés representa o novo, assim como Bolsonaro, e disse discordar da forma como Merisio faz política.

Apesar de ter um candidato na disputa pelo Governo do Estado no segundo turno, o PSD de Santa Catarina perdeu representatividade nas eleições 2018. Quando questionado sobre isso, Garcia disse: “Pela má condução da direção estadual do partido. O partido foi conduzido de forma autoritária, impôs uma candidatura que não era desejada e o resultado está aí, apesar dos esforços e de toda a estrutura que foi montada. Os resultados não foram aqueles que se esperavam. Essa foi a pior eleição desde a fundação do partido em 1986. Exatamente opor isso, pela falta de bom senso da direção estadual do partido comandada pelo candidato a governador Gelson Merisio”.

Garcia esclareceu ainda que o maior erro dos dois maiores partidos do Estado, o MDB e o PSD, nas Eleições 2018 foram as candidaturas impostas. Para ele, só a onda Bolsonaro talvez não fosse o suficiente para levar o Comandante Moisés ao segundo turno, mas a fragilidade das candidaturas impostas tiveram grande contribuição para isso.

“A fragilidade fez com que surgisse a terceira via. Houve o desejo de mudança da população. Os partidos não ofereceram nomes palatáveis e surgiu esta terceira via. Não sabemos o resultado das eleições ainda, mas de qualquer forma a grande revelação da eleição é o Comandante Moisés”, esclareceu.

O deputado estadual fez sua campanha sem fundo partidário e também sem o apoio do candidato ao Governo pelo PSD, Gelson Merisio. Tanto que não participou do programa eleitoral vinculado em rádio e televisão. “Se disputando a eleição eu já estava desvinculado, imagina agora no segundo turno. Não recebi recursos públicos do partido, embora me foi oferecido eu não quis, não gravei programa de televisão e não coloquei em nenhum momento a propaganda da candidatura a governador do partido. Fiz uma campanha completamente independente e independente eu continuo”, disse.

Demonstrando a possibilidade real de votar no candidato do PSL, Garcia ressaltou: “Nós temos agora, no segundo turno, dois candidatos. Posso fazer uma análise das duas candidaturas. Uma é imposta, arrogante e prepotente. Não conversei com o Comandante Moisés e não tenho nenhuma intenção de conversar com ele antes do final da eleição. Não o conheço, mas pesquisei a respeito do Comandante Moisés. O que eu percebo é que é uma pessoa honesta, equilibrada e representa verdadeiramente o novo. E nessa eleição isso é importante. Temos duas candidaturas e dois jeitos completamente diferentes de fazer política. Eu não me identifico com o jeito de fazer política do candidato Gelson Merisio”.

“A sociedade, de um modo geral, está revoltada com tudo que aconteceu na política brasileira. E teria que dar uma resposta e deu. A resposta foi escolher um caminho majoritário. E assim será no dia 28. É a revolta da população com tudo que os políticos fizeram nos últimos anos. Evidentemente que não foram todos os políticos. Mas uma maioria e isso se propagou pelo país. A democracia é boa por isso”, esclareceu.

https://soundcloud.com/sommaiorfm/adelor-lessa-entrevista-com-julio-garcia-17102018