A denúncia do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) contra três pessoas apontadas como executoras do roubo e da morte de uma corretora gaúcha em Florianópolis no dia 3 de março foi recebida pela Justiça. A denúncia foi apresentada pela 35ª Promotoria de Justiça da Comarca da Capital e, a partir desta fase do processo, a ação penal passa a ser de atribuição da 2ª Promotoria de Justiça da Comarca da Capital.
Com o recebimento, passam a figurar como réus na ação penal uma empresária, um homem e outra mulher, a quem o Ministério Público atribuiu a suposta prática dos crimes de roubo qualificado pelo resultado morte (latrocínio), ocultação de cadáver e corrupção de menor.
Conforme a acusação, o crime teria sido praticado de forma conjunta, com divisão de tarefas. A mulher é apontada como responsável por preparar e ministrar substâncias sedativas à vítima, com o objetivo de reduzir qualquer possibilidade de reação. Já a empresária, valendo-se do acesso ao imóvel, teria executado a fase mais violenta da ação, causando lesões que resultaram na morte. O homem e a mulher teriam prestado apoio material, vigilância e cooperação durante a execução.
Após matar a vítima para viabilizar o roubo, segundo o Ministério Público, os três denunciados levaram diversos bens dela, incluindo eletrônicos, veículo, cartões bancários e dados pessoais, utilizando esses recursos para fazer compras e obter vantagem econômica. Na sequência, o homem teria esquartejado o corpo da vítima, com apoio logístico da empresária e da outra denunciada. Os três também teriam atuado no transporte e descarte dos restos mortais em diferentes locais, além de envolver um adolescente nas ações.
A denúncia foi ajuizada na sexta-feira (22/5) e recebida pela 2ª vara Criminal da Comarca da Capital na segunda-feira (25/5). A investigação do crime foi conduzida pela Delegacia de Roubos e Antissequestro da DEIC da Polícia Civil.



