Justiça de Caçador marca data para julgamento de acusado de matar professora catanduvense

Caçador – O juiz Rodrigo Dadalt, da Vara Criminal da comarca de Caçador, marcou a data para o julgamento de José Carlos Gonçalves de Oliveira. Ele é acusado pela morte da professora catanduvense Vanderléia Aparecida Birnfeld, 42 anos. O corpo da vítima foi encontrado no dia 25 de maio de 2016 no interior de Calmon, no Meio-­Oeste catarinense. O acusado pelo crime seria ex­-namorado de Vanderléia. Oliveira deverá ser submetido a júri popular no dia 20 de outubro, a partir das 9h.

Conforme a denúncia do Ministério Público, Oliveira, que foi preso em Brasília, ele teria saído da capital federal para cometer o assassinato. O corpo da mulher apresentava vários cortes e quatro perfurações de tiros. O cadáver estava à margem de uma estrada rural. O suspeito teria viajado 8,6 mil km em 36 horas tentando despistar a polícia, mas acabou detido quando retornou a Brasília.

Os pais de Vanderléia moram em Catanduvas. Vanderléia foi vista pela última vez no dia 16 de maio às 17h30, após dar aula na escola municipal Morada do Sol, onde trabalhava há mais de 10 anos em Caçador. Vanderléia morava com o filho, a nora e um neto pequeno. No dia seguinte ao desaparecimento a polícia localizou o carro de Vanderléia no estacionamento de um supermercado no centro de Caçador. No dia em que desapareceu ela deu aula normalmente. Um fato estranho foi que o carro dela amanheceu riscado naquele dia. Outra situação atípica foi um princípio de incêndio no apartamento de Vanderléia três meses antes, com suspeita de ser criminoso.

O roteiro

Conforme a denúncia José Carlos saiu de Brasília, passando por São Paulo onde teria adquirido um revólver calibre 32 e munições e rumado a Caçador. Na cidade ele alugou um veículo Ford Ka para não levantar suspeitas e se hospedou em um hotel. Posteriormente teria passado a perseguir a vítima, efetuando ligações e mandando mensagens para o celular dela a fim de convencê­la a marcar um encontro. No dia 16 de maio de 2016, José Carlos teria esperado o término do trabalho de Vanderleia e seguido para um local onde haviam combinado. Lá teria tentado sufocamento da mulher dentro do carro.

Em seguida rumou levando Vanderleia com destino à divisa com o estado do Paraná. A intenção seria sair da comarca de Caçador. Durante o trajeto o suspeito desferiu 26 facadas na vítima, conforme constatou a perícia, e atirou quatro vezes contra ela, provocando sua morte. Por fim, José Carlos teria transportado o corpo a um local ermo onde abandonou o cadáver. Depois viajou em carro locado até Brasília onde deixou o veículo no aeroporto.

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