Major Vieira – Atendendo a pedido feito pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), a Justiça determinou o levantamento do sigilo sobre a Operação “Et pater filium”, deflagrada na manhã de sexta-feira (31) pelo MPSC e Polícia Civil de Santa Catarina. No cumprimento de 20 mandados de busca e de apreensão, foram recolhidos documentos, cópias de processos licitatórios, dispositivos eletrônicos, cheques e R$ 321.916,05 em dinheiro.
A operação investiga possível organização criminosa voltada para a prática de crimes de fraudes a licitações e corrupção no Planalto Norte catarinense, especialmente no município de Major Vieira. Os valores em espécie foram apreendidos nas residências do prefeito Orildo Severgnini (MDB), R$ 297,3 mil, e de seu filho, R$ 24,5 mil. A operação foi coordenada pela Subprocuradoria-Geral de Justiça para Assuntos Jurídicos.
A investigação foi desenvolvida pelo Grupo Especial Anticorrupção (GEAC) do MPSC e pela Divisão de Investigação Criminal (DIC) de Canoinhas, com o auxílio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), e demonstra uma ligação próxima entre empresários e funcionários públicos para supostamente direcionar as contratações públicas em troca de possíveis vantagens ilícitas, causando danos ao erário.
Os mandados deferidos pelo Tribunal de Justiça de SC (TJSC) foram cumpridos em três municípios: Major Vieira, Balneário Piçarras e União da Vitória (PR). No cumprimento das diligências, foram empregados 55 policiais, civis e militares, integrantes do Gaeco e da Delegacia de Polícia Civil de Canoinhas. A expressão em latim – Et pater filium – remete ao fato de estarem associados para o cometimento dos atos de corrupção duas duplas de pai e filho, empresários, de um lado, e funcionários públicos, de outro.



