Justiça nega pedido do MP e mantém Elize Matsunaga em liberdade

Política

A Justiça de São Paulo negou o pedido do Ministério Público para que Elize Matsunaga – condenada por matar e esquartejar o marido em 2012 – voltasse para a prisão. O MP queria que a ex-detenta voltasse à prisão por ter, supostamente, falsificado um atestado de antecedentes criminais, o que ela nega.

A decisão, da Vara de Execuções Criminais de Franca, no interior de São Paulo, entendeu que Elize vem cumprindo as obrigações relativas ao cumprimento da pena no regime aberto. Ela está em liberdade desde maio de 2022 e, atualmente, trabalha como motorista de aplicativo em Franca (SP).

A prisão foi pedida depois que a Polícia Civil de Sorocaba abriu um inquérito para investigar denúncia de que a ex-detenta teria adulterado uma certidão negativa de antecedentes criminais para trabalhar em um condomínio de Sorocaba, também no interior de São Paulo.

O objetivo seria camuflar sua ficha criminal para ser aceita no emprego. Em depoimento prestado à Polícia Civil em fevereiro deste ano, ela negou a autoria da adulteração e o caso ainda está sob investigação.

Conforme o Tribunal de Justiça, o juiz que analisou o caso entendeu que ela vem cumprindo as condições impostas pela Justiça e que a investigação sobre a suposta falsificação está em fase inicial na Comarca de Sorocaba, portanto sem condenação.

A Promotoria de Franca analisa a decisão e pode entrar com recurso. Procurada, a defesa de Elize não havia dado retorno até a publicação desta matéria. (CNN Brasil)