Justiça torna réus dois acusados de sequestrar médica em Erechim

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O Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul aceitou denúncia do Ministério Público e dois acusados pelo sequestro da médica Tamires Gemelli Silva Mignoni se tornaram réus no processo. A decisão é da última sexta-feira (11).

Os réus são: o vigilante do banco, que estava em licença-saúde e é apontado como o responsável pelo sequestro, e uma mulher, que segundo a polícia participou da abordagem e cuidou do cativeiro. Os dois seguem presos preventivamente. Outras duas pessoas, que também tiveram prisão decretada, já foram soltas.

Tamires foi sequestrada em Erechim, no Norte do estado, no dia 16 de outubro, e resgatada em um cativeiro no município de Cantagalo, na região central do Paraná, cinco dias depois.

A Justiça deu prazo até a próxima segunda-feira (21) para que os réus se manifestem.

Segundo decisão do juiz Marcos Luís Agostini, da 1ª Vara Criminal do Foro de Erechim “há prova da existência do fato imputado e indícios de autoria em relação aos denunciados, conforme prova produzida no inquérito policial”.

Casa que serviu de cativeiro fica em Cantagalo — Foto: Divulgação/Polícia Civil

Casa que serviu de cativeiro fica em Cantagalo — Foto: Divulgação/Polícia Civil

Entenda o caso

 

Tamires foi sequestrada quando saía de um posto de saúde no bairro Aldo Airolli, em Erechim. Segundo a chefe da Polícia Civil do RS, delegada Nadine Anflor, houve pedido de resgate de R$ 2 milhões, que não foi pago.

A médica foi resgatada pela polícia em um cativeiro, na noite do dia 21 de outubro, no município de Cantagalo, na Região Central do Paraná. Conforme Nadine, a polícia acredita que, após ser raptada, a médica foi levada para as cidades de Itá e Chapecó, em Santa Catarina, e, depois, para o cativeiro em Cantagalo, no Paraná.

“A Tamires [estava] em boas condições, saudável. Policiais estavam a todo momento, nesses cinco dias, dando suporte para a família”, conta a chefe de polícia do RS.