O candidato ao Governo de Santa Catarina, Gean Loureiro, participou do debate promovido pela Associação Catarinense de Emissoras de Rádio e Televisão (ACAERT), na manhã desta terça-feira (23). Durante o debate, transmitido para 80 emissoras de rádio e de televisão, além de redes sociais, o ex-prefeito de Florianópolis abordou temas como obras, saúde e salientou a importância de uma política pública efetiva que auxilie a mulher vítima de violência.
Ao falar sobre o tema violência contra mulher, Gean salientou o trabalho realizado como prefeito da Capital, e que é preciso fazer mais do que apenas estimular a denúncia: “Muitas vezes esquecemos que muitas mulheres não denunciam e nem saem de casa porque são dependentes economicamente do agressor. Quando fui prefeito, nós estabelecemos um salário para mulheres vítimas de violência por um ano, para que ela possa adquirir a sua independência. Isso estimulou a coragem da mulher em efetivamente denunciar. No Estado, precisamos de mais investimento em tecnologia e Segurança Pública, para dar estrutura e aumentar as investigações. Daremos apoio e liberdade econômica para que elas tenham condição de denunciar o agressor e saírem do ciclo de violência”.
Gean Loureiro também fez críticas às licitações de obras lançadas pelo Governo do Estado que resultaram em desertas.
“Há poucos meses das eleições, o Governo Catarinense resolveu lançar 22 licitações para obras em rodovias catarinenses. Desse total, 15 foram declaradas fracassadas ou desertas. As demais estão sendo discutidas pelo Tribunal de Contas. São obras prometidas que não saíram do papel, quase 60%. Vemos muito anúncio e pouca obra efetivamente”, destacou.
Ao responder sobre suas prioridades no Governo do Estado, o ex-prefeito de Florianópolis falou ainda que, em primeiro lugar, estará a saúde: “Não podemos mais continuar convivendo com a realidade das centenas de milhares de pessoas aguardando cirurgias eletivas. Não podemos esperar mais a falta de planejamento, onde não se organiza nem a estrutura de atendimento em UTIs pediátricas. Não podemos esperar mais especialidades em todas as regiões”.



