‘Lua de Sangue’ será visível na semana que vem, inclusive no Brasil

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Na próxima semana, um fenômeno astronômico impressionante, conhecido como “Lua Vermelha” ou “Lua de Sangue”, poderá ser observado em toda a América Latina, incluindo o Brasil.

Trata-se de um eclipse lunar total, que ocorre quando a Terra se posiciona diretamente entre o Sol e a Lua, projetando sua sombra sobre o satélite.

Na verdade, o evento será visível em quase todo o mundo, oferecendo uma oportunidade única de contemplação para entusiastas da astronomia.

Quando?

A “Lua de Sangue” ou eclipse lunar total ocorrerá na madrugada entre os dias 13 e 14 de março, segundo a NASA.

O eclipse terá início após a meia-noite, com diferentes fases que poderão ser observadas ao longo de várias horas. Confira os estágios principais do fenômeno (horário de Brasília):

  • 🌑 00h57: início do eclipse penumbral (fase inicial, com leve escurecimento da Lua);
  • 🌒 02h09: início do eclipse parcial (parte da Lua começa a ser coberta pela sombra da Terra);
  • 🌕 03h26: início da totalidade do eclipse (Lua assume tom avermelhado ou alaranjado);
  • 🌔 04h31: fim da totalidade (Lua começa a sair da sombra mais escura);
  • 🌓 05h47: término do eclipse parcial (Lua ainda está na penumbra);
  • 🌑 07h00: fim do eclipse penumbral (evento concluído).

A fase total, quando a Lua adquire sua coloração avermelhada, durará aproximadamente uma hora e cinco minutos, começando por volta das 3h26.

Esse é o momento mais aguardado, pois a Lua estará completamente imersa na sombra da Terra, refletindo a luz solar filtrada pela atmosfera terrestre.

Para aproveitar o evento, é recomendado observar o céu em locais com boa visibilidade e pouca poluição luminosa.

Por que a Lua fica avermelhada?

A Lua fica avermelhada porque, durante o eclipse, a Terra se posiciona diretamente entre o Sol e a Lua, bloqueando a luz solar direta que normalmente ilumina a Lua.

No entanto, parte da luz solar é filtrada pela atmosfera terrestre, e os comprimentos de onda mais longos, como os tons vermelhos e laranjas, são desviados e atingem a superfície lunar, criando o efeito da ‘Lua de Sangue’.

Esse fenômeno tem sido associado a diversos significados culturais, religiosos e simbólicos ao longo da história. Em algumas tradições, ele é visto como um presságio ou um sinal de mudanças significativas.

Além disso, a cor vermelha da Lua muitas vezes evoca uma sensação de mistério e grandiosidade, contribuindo para a disseminação dessas crenças.

Do ponto de vista científico, a ‘Lua de Sangue’ é um evento natural e previsível, resultado das leis da física e da mecânica celeste. Apesar de sua aparência dramática, não há nada sobrenatural no fenômeno.

A frequência dos eclipses lunares totais varia, mas eles ocorrem em média duas vezes por ano, dependendo da posição da Lua em sua órbita ao redor da Terra. Para os observadores, é uma oportunidade única de apreciar a beleza e a complexidade do nosso sistema solar.

A Lua de Sangue da próxima semana será uma ‘superlua’?

Não, a Lua de Sangue da semana que vem não será uma superlua. A superlua ocorre quando a Lua Cheia coincide com o perigeu, o ponto de maior proximidade da Terra, e esse fenômeno está previsto para acontecer três vezes em 2025:

  • A Lua da Colheita, em 6 de outubro;
  • A Lua do Castor, em 5 de novembro;
  • A Lua Fria, em 4 de dezembro.

A Lua de Sangue, por sua vez, é um fenômeno distinto, relacionado ao eclipse lunar total, e desta vez não coincide com a máxima aproximação lunar à Terra.