Sete meses depois de ser preso, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva deixará pela primeira vez o prédio da Superintendência da Polícia Federal (PF) do Paraná, em Curitiba. Ele vai prestar depoimento na quarta-feira (14), às 14h, na Justiça Federal, que fica a cerca de cinco quilômetros da PF, onde ele está preso em uma chamada sala de estado maior do prédio. O petista está isolado dos demais presos da Lava-Jato que estão na carceragem, como o ex-ministro Antônio Palocci, por exemplo.
Lula prestará depoimento no processo referente ao sítio de Atiabaia. O Ministério Público Federal (MPF) acusa o petista de receber propina das construtoras OAS e Odebrecht, por meio de reformas no imóvel utilizado por ele. A audiência será conduzida pela juíza Gabriela Hardt, substituta de Sergio Moro, na 13ª Vara Federal de Curitiba. O magistrado se afastou dos processos da Lava-Jato para assumir o cargo de ministro da Justiça e da Segurança Pública em 2019. Moro está em férias e depois já anunciou que vai se exonerar.
O ex-presidente cumpre pena de 12 anos e um mês de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro no caso do triplex do Guarujá. Ele foi considerado culpado da acusação do MPF de ter recebido propina da construtora OAS, por meio da oferta do apartamento e da reforma do mesmo, em troca de vantagens à empresa em contratos com a Petrobras.
A PF não divulga como será o transporte de Lula. GaúchaZH aguarda retorno da Secretaria de Segurança do Paraná para saber como será o esquema de segurança. Por meio da assessoria de imprensa, a Justiça Federal afirma que haverá expediente normal no prédio.
No segundo depoimento de Lula na Lava-Jato, em setembro de 2017, gradis foram instalados em frente ao prédio, mas o atendimento também foi normal. Jornalistas vão ficar do lado de fora do prédio. No primeiro depoimento de Lula ao juiz Sergio Moro, em maio de 2017, não houve expediente na Justiça Federal. A mobilização de apoiadores do ex-presidente na primeira vez foi maior do que na segunda. Nos dois depoimentos houve controle de quem entrava e saía na região, por meio de barreiras.
Segundo o líder do PT na Câmara dos Deputados, Paulo Pimenta, não haverá caravanas para Curitiba, mas líderes partidários vão acompanhar. A assessoria da vigília de apoio a Lula ainda não definiu se haverá mobilização. (Diário Catarinense)



