Maioria dos brasileiros rejeita novo mandato de Lula, revela Quaest

Política

Uma parcela significativa da população brasileira segue contrária à permanência de Lula na Presidência após 2026. Conforme levantamento da Quaest, conduzido entre os dias 13 e 17 de agosto, 58% dos entrevistados afirmaram que o presidente não merece um novo mandato. Em contraste, 39% consideram que ele merece continuar por mais quatro anos.

Comparativo mostra melhora em relação a maio

Mesmo enfrentando maioria desfavorável, os números atuais representam uma evolução em relação à pesquisa realizada três meses antes, quando a rejeição ao novo mandato era de 63% e apenas 33% mostravam apoio à reeleição.

Nordeste impulsiona crescimento da aprovação

O aumento na adesão ao nome de Lula se concentrou especialmente no Nordeste. Nesta região, 52% dos entrevistados agora defendem que ele continue no cargo, enquanto 44% são contrários. Em maio, o cenário era inverso, com predominância da rejeição.

No entanto, no Sudeste, a resistência à continuidade do atual presidente permanece expressiva: 61% se opõem a um novo mandato, enquanto apenas 36% são favoráveis.

Indicadores de aprovação de Lula também melhoram

Outro dado relevante da pesquisa divulgada pela Quaest na última quarta-feira, 20, indica avanço nos índices de aprovação pessoal do presidente.

O percentual de brasileiros que aprovam a gestão de Lula subiu de 43% em julho para 46% em agosto. Paralelamente, a taxa de desaprovação recuou de 53% para 51%. Em maio, os índices eram ainda mais negativos, com 40% de aprovação e 57% de desaprovação.

Avaliação do governo segue tendência positiva

A percepção sobre a administração federal também apresentou sinais de melhora. A proporção dos que classificam o governo como “positivo” cresceu de 28% para 31%, enquanto os que o consideram “negativo” caíram de 40% para 39%. Já a avaliação “regular” manteve-se praticamente estável, variando de 28% para 27%.

Preços mais baixos influenciam percepção do governo

De acordo com Felipe Nunes, diretor da Quaest, os avanços observados estão ligados à sensação de queda nos preços dos alimentos. Embora 60% dos entrevistados ainda percebam aumento nos preços em agosto, essa taxa era de 76% em julho. Outros 18% disseram notar redução nos valores — o dobro do mês anterior.

Esse “alívio no bolso”, disse Nunes, impulsionou a popularidade do governo, sobretudo entre os mais pobres.

Ainda que a percepção melhore, a maioria continua sentindo o impacto da inflação: 70% declararam que seu poder de compra diminuiu em relação a agosto de 2024. Apesar disso, o número é inferior aos 80% registrados em julho.

Detalhes da pesquisa

A sondagem da Quaest foi realizada com 2.004 entrevistados entre os dias 13 e 17 de agosto. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.