São Paulo – Uma manifestação foi realizada nesta terça-feira (14) organizada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação e Afins (CNTA) na sede da BRF. O protesto ocorreu devido à ausência de pagamento de PLR (Participação nos Lucros e Resultados) aos funcionários.
O protesto teve carro de som, discursos inflamados contra a decisão da BRF de não pagar a PLR, defesa dos direitos dos trabalhadores, além de muitas faixas e cartazes com reivindicações da categoria trabalhista. A manifestação contou com a participação de representantes sindicais de diversos estados, incluindo Santa Catarina, onde a BRF possui unidades em municípios como Capinzal, Herval d’ Oeste, Videira, Concórdia, entre outros.
A CNTA quer que a empresa reveja o pagamento, do contrário ameaça que os funcionários entrarão em greve. Para a CNTA os funcionários não podem ser prejudicados com a não participação nos lucros e resultados por conta de um prejuízo em 2016.
A decisão pela manifestação partiu de um encontro nacional da categoria, realizado no último dia 8, em São Paulo (SP). A Confederação afirma que levantamento do DIEESE aponta que a receita líquida da empresa, em 2016, totalizou R$ 33,7 bilhões, 4,8% a mais do que em 2015.
A BRF é controladora das marcas Sadia, Perdigão e Qualy e possui 110 mil funcionários no Brasil. “Queremos dizer a todos os trabalhadores que não desistam porque se a BRF não mudar de posicionamento, faremos uma greve geral, parando todas as unidades da BRF no Brasil. Não vamos aceitar esta imposição da empresa, de querer jogar esta responsabilidade (pelo prejuízo em 2016) nas costas dos trabalhadores, quando os culpados são os próprios donos da BRF.”, disse o presidente da CNTA, Artur Bueno de Camargo.
A BRF afirma que o “não pagamento do benefício considera o resultado aferido no exercício de 2016, divulgado aos funcionários e ao mercado em 23 de fevereiro”.
















