Marca de roupas femininas catarinense é acusada de fazer apologia ao nazismo

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A Lança Perfume, marca de roupas femininas de Criciúma, foi acusada de fazer apologia ao nazismo na nova coleção de inverno. A polêmica começou na fan page da grife após a divulgação de um vídeo que mostrava algumas peças da coleção, cujo tema principal é “Uma Noite em Berlim”. No vídeo, publicado no dia 10 de abril, modelos aparecem com roupas inspiradas no militarismo e estampadas com a Cruz de Ferro, uma condecoração militar alemã. Internautas acusaram a marca de fazer apologia ao nazismo ao usar um símbolo que faz alusão ao regime. Em nota, a empresa nega e diz que repudia o nazismo e fascismo em todas suas dimensões.

A marca, que ainda foi criticada por usar apenas modelos brancas e loiras na campanha, chegou a se explicar nos comentários do vídeo antes de divulgar uma nota de esclarecimento oficial na fan page.

A Lança Perfume alegou que a Cruz de Ferro é apenas um dos elementos utilizados na coleção inspirada em Berlim, e que o símbolo não é um elemento nazista por ter sido criado pelo Rei da Prússia ainda no século XVIII, e que só posteriormente foi adotado pelo exército alemão. A justificativa não convenceu os internautas. A maioria dos comentários na rede social alega que, mesmo que a Cruz de Ferro não seja um símbolo criado pelos nazistas, é prontamente associado ao regime. Desenhada pelo arquiteto e pintor alemão Karl Friedrich Schinkel em 1813, a Cruz de Ferro era entregue aos militares com uma suástica no meio durante a Segunda Guerra Mundial.

Na tarde de quarta-feira (18), a marca publicou uma nota de esclarecimento na qual defende, novamente, que a Cruz de Ferro não se trata de um símbolo nazista. A marca ainda diz que lamenta as acusações realizadas com base em desconhecimento, desinformação e preconceito, e que repudia o nazismo e fascismo em todas suas dimensões.

Ainda assim, os comentários publicados na página continuam negativos. “A suástica também não se trata de um símbolo nazista mas foi apropriada para tal. Parem de querer justificar o injustificável!”, publicou um usuário. Outro comentou: “Não adianta dizer que ‘não significa tal coisa’ quando os nazistas se apropriaram de tal símbolo e a primeira coisa que remete é o nazismo. Vocês não entendem nem de história e nem de comunicação, pelo visto”. (Revista Versas)