Menino de 2 anos que toca instrumentos, canta e gerencia “plateia” viraliza nas redes sociais

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Um menino de 2 anos divertiu a web com seus talentos musicais recentemente. O pequeno Arthur, de Porto Alegre, toca instrumentos, compõe canções — do seu jeitinho — e até gerencia a plateia. Em um vídeo publicado no perfil do Instagram da mãe, Mariana Tamiosso, o menino pega seu violão e começa o show, tocando sentado em seu banquinho. Ele tenta assoviar enquanto acompanha o ritmo, bate o pé conforme as batidas da música, pede para a “plateia” batucar nas pernas e, ao final, ainda quer aplausos.

A gravação alcançou quase 4 milhões de visualizações e cerca de 6 mil comentários. Mas este não é o primeiro clipe a viralizar — a mãe compartilha regularmente vídeos do pequeno músico.

Apesar de não terem nenhuma formação relacionada à música — Mariana é acadêmica de nutrição e o marido, William Mikhailenko, é educador físico —, os pais de Arthur sempre tiveram essa paixão em comum. “Costumo dizer que não somos músicos, mas somos uma família musical. Desde a minha gravidez, o nosso hobbie como casal é tocar e ouvir músicas juntos”, conta a mãe em entrevista exclusiva à CRESCER.

Mariana toca teclado, e William, o violão. “Temos essa veia da arte com a gente. Quando eu estava grávida, a gente fazia música, inventava canções e tocava e para o Arthur”, diz. O Arthur também sempre demonstrou interesse. “Desde bem pequenininho, a música sempre foi um estímulo para ele, ou ele ficava muito quietinho ou dava chutinhos na barriga”, lembra a mãe.

Depois que ele nasceu, os pais continuaram a utilizar a música em vários momentos do dia a dia. “A gente sempre colocava alguma coisa para tocar para acalmá-lo no banho. Quando ele ia dormir, o pai chegava com o violão e tocava bem baixinho ‘Brilha, Brilha Estrelinha’. Então, ele sempre viveu nesse meio da música”, afirma Mariana. Por mais bebê que Arthur ainda fosse, ele olhava os instrumentos dos pais e os olhos brilhavam.

Um marco importante foi aos 8 meses, quando a família estava no shopping passeando e o pai decidiu comprar para o filho um violãozinho de plástico, em uma loja de brinquedos. “Ele é ótimo para a criança iniciar, porque é leve, tem corda de nylon e tem um bom tamanho. Quando pegou o violão pela primeira vez, ele já pegou certinho e começou a brincar com as cordas, o que foi muito louco, porque ele não tinha nem um ano ainda”, revela a mãe.

Desde este primeiro contato com o violão, o garotinho só progrediu. “A evolução foi muito rápida e ele nunca mais desgrudou do violão. Foi uma coisa que a gente nunca obrigava, não insistia — tudo vinha dele”, diz Mariana. Com apenas 2 anos, o pequeno já teve cerca de 5 violões diferentes e hoje está com um violão de madeira de verdade, que afina. Apesar de ser recomendado para crianças de 5 a 7 anos de idade, a mãe afirma que o filho já consegue dar conta muito bem.

Repetindo e aprendendo

Arthur nunca fez aula — a mãe pretende colocá-lo em uma escolinha de música neste ano — e tudo o que aprendeu até agora foi por meio da observação e da repetição. “Ele vê o meu marido tocando tal música e já começa a tentar tocar também. Uma coisa que chama muita atenção é a batida da mão direita dele, que eu tento repetir e não consigo, mesmo com toda a maturidade que tenho. Com a mão esquerda, ele está entendendo que existem notas, que elas sobem e descem, fazendo sons diferentes, mas ele não alcança o dedo em todas as posições no violão, porque ainda é um bebê”, relata Mariana.

O menino também assiste aos vídeos de shows e repete os comportamentos dos cantores. “Faz um tempo que ele viu em algum show isso e agora sempre tem que pegar uma garrafa de água para ele beber enquanto toca. Ele me pergunta: ‘Cadê minha água, mãe? Cadê a água do cantor?’. Aí ele faz o show com uma garrafinha de água do lado. Ele para o show, bebe a água da garrafinha e continua”, afirma.

Segundo a mãe, Arthur gosta de fazer performances quando decide tocar: ele monta o show e, além da garrafinha de água, a apresentação ainda conta com fios no “palco”, para o microfone e para a guitarra, e uma caixa de som que ele ganhou da avó. O garotinho ainda gerencia a plateia, pedindo palmas e para as pessoas levantarem os braços, e até interage, falando “é com vocês, galera”.

Ultimamente, ele tem se interessado por outros instrumentos que vê nos shows. “Ele também é louco pela bateria. Não temos uma em casa, mas temos uma familiar que tem, então quando ele vai lá, ele toca e brinca com o pedal, mesmo sem saber direito o que ele faz”, diz Mariana. Agora, quando está em casa, o pequeno sempre pede o pedal na hora de se apresentar e coloca uma calculadora embaixo do pé, para ficar pisando no ritmo enquanto toca violão. “Ele ganhou uma guitarra, mas achamos um pouco pesada, deixamos só o violão por enquanto. E tem a percussão, que ele curte brincar também”, acrescenta a mãe. (Revista Crescer)