O Ministério da Saúde reafirmou em nota, no sábado (9), que a vacina CoronaVac, produzida pelo Instituto Butantan, será distribuída exclusivamente no Sistema Único de Saúde (SUS), sendo adquirida pelo governo federal.
De acordo com o documento, os técnicos do ministério e representantes do laboratório se reuniram na sexta-feira (8) para entrar em um acordo sobre como a vacinação da CoronaVac será implementada ao Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação Contra a Covid-19.
Foi concluído que o governo federal, terá o direito de exclusividade de compra de todo imunizante que o Butantan produzir ou importar. Será obrigação do Ministério da Saúde disponibilizar a vacina para todos os estados do Brasil. Assim, é esperado que todos os locais do país possam receber o imunizante simultaneamente.
Na quinta-feira (7), o governo de São Paulo anunciou que os testes realizados no Brasil apresentam 78% de taxa de eficácia mínima. O governo paulista afirma que entre os voluntários que participaram dos testes e contraíram a covid-19, nenhum adquiriu a forma grave da doença. Nenhum participante morreu no experimento.
Previsão
Também, na quinta-feira (7), o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, anunciou que um contrato com o Instituto Butantan para comprar até 100 milhões de doses da CoronaVac teria sido assinado. No documento, havia a previsão de 46 milhões de unidades serem entregues até abril de 2021, com a chance de serem distribuídas mais 54 milhões posteriormente.
A compra ultrapassa a margem de R$ 2.677 bilhões, juntamente com todas as despesas diretas e indiretas, como: execução contratual, tributos e/ou impostos, encargos sociais, trabalhistas, previdenciários, fiscais e comerciais, taxa de administração, frete e seguro, entre outros. O pagamento deve acontecer após a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizar o uso emergencial da vacina.
Nos próximos dias, deve acontecer uma nova reunião, onde terá a participação do ministro da Saúde e de representantes do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) dos estados e do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems). Está programado no encontro como acontecerá os passos da logística e o calendário da campanha de vacinação. (Agência Brasil)




