Ministério Público denuncia quadrilha por furtos de motocicletas em concessionária

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Após a repercussão do furto audacioso de motocicletas em Itajaí, o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) deu um passo decisivo e elevou o tom contra o crime organizado. Desta vez, a 1ª Promotoria de Justiça apresentou denúncia criminal contra dois homens apontados como integrantes de uma associação criminosa responsável pela ação que abalou o setor comercial da cidade neste mês, durante o furto de várias motocicletas.

Além disso, o MPSC avançou na frente da infância e juventude. Paralelamente à ação penal, o órgão ajuizou representação por ato infracional contra quatro adolescentes diretamente envolvidos no crime. No entanto, as investigações revelam um cenário ainda mais grave: pelo menos outros oito menores teriam participado da ofensiva criminosa e seguem sem identificação.

Crime planejado e execução em série

Conforme a denúncia, o grupo não agiu por impulso. Pelo contrário, os envolvidos planejaram cada etapa do crime. Segundo a apuração, a quadrilha realizou um levantamento prévio do estabelecimento localizado na avenida Osvaldo Reis, no bairro Fazenda em Itajaí, considerado estratégico para o sucesso da ação.

Na sequência, entre os dias 12 e 13 de janeiro, os denunciados se associaram de forma estável e estruturada, com clara divisão de tarefas. Na madrugada do dia 13, os criminosos romperam as vitrines da loja especializada na venda de veículos e, rapidamente, retiraram 12 motocicletas de diferentes modelos.

Como resultado da ofensiva, o prejuízo ultrapassou R$ 230 mil. Apesar disso, após ação policial, todos os veículos acabaram recuperados.

Organização criminosa e risco à ordem pública

Para o Ministério Público, o modo de agir não deixa dúvidas. A denúncia aponta organização, planejamento e execução coordenada, além do uso de adolescentes como parte ativa da empreitada criminosa. Diante desse cenário, o MPSC sustentou a manutenção da prisão preventiva dos adultos, destacando o risco concreto à ordem pública.

Além do furto qualificado, os réus vão responder por associação criminosa e corrupção de menores, agravante que pesou na avaliação do órgão acusador.

“Não estamos diante de um crime isolado. Trata-se de uma ação articulada, com divisão de funções e envolvimento direto de adolescentes, o que evidencia a gravidade dos fatos e exige uma resposta firme do Estado”, afirmou a promotora de Justiça Micaela Cristina Villain.

Adolescente também será responsabilizado

Enquanto isso, na esfera da infância e juventude, o Ministério Público segue atuando. A representação contra quatro adolescentes tramita em segredo de justiça e busca a aplicação de medidas socioeducativas proporcionais à gravidade das condutas, conforme prevê o Estatuto da Criança e do Adolescente.

Dessa forma, o MPSC reforça uma atuação em duas frentes: punição rigorosa aos adultos envolvidos no crime organizado e responsabilização adequada dos menores, sem abrir mão da proteção legal.

Por fim, o caso segue em andamento e pode ter novos desdobramentos, especialmente com a identificação de outros participantes da ação criminosa que chocou Itajaí.