Joaçaba – O Ministério Público ofereceu denúncia contra cinco investigados por suposta formação de organização criminosa após operação deflagrada na manhã do dia 13 de junho do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO) e do Grupo Estadual de Enfrentamento a Facções Criminosas (GEFAC) em Joaçaba, Água Doce, Capinzal e Piratuba.
A Operação “BALTHUS” foi realizada em apoio à investigação conduzida pela 3ª Promotoria de Justiça da Comarca de Joaçaba. A operação é resultado de investigações que iniciaram há mais de um ano. A Operação Balthus recebeu esse nome em alusão a um tipo específico de nó de gravata, o “nó Balthus”. No linguajar prisional, “gravata” é o termo utilizado pelos detentos para se referir aos advogados. O nome da operação reflete diretamente o foco das investigações: advogados suspeitos de abusar de suas prerrogativas profissionais para facilitar a comunicação, ou – sintonia-, entre os presos.
A denúncia do MP envolve o advogado de Joaçaba e a esposa dele (presos), advogada de Capinzal, advogada de Água Doce (presa) e acusado de ser líder de facção criminosa, natural de Treze Tílias. A advogada de Piratuba que foi alvo de mandado de busca e apreensão foi excluída da denúncia, uma vez que a promotoria não teria encontrado elementos da participação dela no grupo supostamente criminoso.
De acordo com o MP, os três advogados denunciados “promoveram, integraram e financiaram, pessoalmente, a organização criminosa Primeiro Grupo Catarinense – PGC, atuando os advogados para embaraçarem investigações de infrações penais que envolviam a organização criminosa, associando-se a outras pessoas, com atuação hierarquizada, estruturalmente ordenada pela divisão de tarefas, de modo permanente, tudo conforme previsão no estatuto do PGC, e com o fito de obterem, direta ou indiretamente, vantagens ilícitas mediante a prática habitual de crimes diversos, todos voltados aos interesses e ao fortalecimento da referida facção“.



