Ministério Público se manifesta sobre investigação paralela do caso Roseli Stoll

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O resultado de uma investigação particular, contratada por familiares, que sugere que Roseli Stoll poderia estar viva, gerou repercussão. O fato foi publicado na última semana pela rádio Aliança e marcou um ano do assassinato.

De acordo com Deonir Favaron, cunhado de Roseli Stoll, a família não ficou satisfeita com o resultado das investigações da Polícia Civil e contratou uma empresa de investigação particular, sediada em Minas Gerais, para realizar uma apuração paralela.

Diferente do inquérito da Polícia Civil de Concórdia, essa empresa sugeriu que Roseli Stoll poderia estar viva em um cativeiro. Entretanto, detalhes mais precisos dessa investigação paralela não foram informados.

Durante este fim de semana, a emissora foi procurada pelo promotor do caso, Luis Otávio Tonial, para fazer alguns esclarecimentos sobre esse ponto.

Na matéria publicada, Favaron disse que a documentação que estaria sugerindo o fato de Roseli estar viva foi entregue também ao Judiciário, que por sua vez rejeitou esses novos fatos.

Em nota, Tonial enfatiza que a vítima está morta isso vem sendo tratado desde o início das investigações, inclusive com “provas no processo que não deixam qualquer dúvida sobre isso. Além da confissão do réu, que confirmou ter matado Roseli, tem outros elementos que confirmam tal fato”, diz. O processo está em segredo de Justiça. Luis Otávio Tonial diz acrescenta que jamais foi aventada durante o processo de investigação a possibilidade da vítima estar viva, nem mesmo pela defesa do réu.

Para Tonial, a investigação contratada pela família não contou com auxílio de nenhum órgão ou agente público. O trabalho foi realizado por um escritório de detetive particular, que “passou a fornecer dados incertos à família, mantendo a esperança sem qualquer indício de vida, ainda que mínimo”. Considera como lamentável o fato dessa empresa em angariar recursos da família ao alimentar uma esperança e que na época orientou eles para que não patrocinassem mais esse trabalho de investigação, que contava com métodos desconhecidos e baseado em teorias consideradas ilusórias.

O promotor finaliza informando que em breve será confirmada a data do Tribunal do Júri sobre esse caso.

Roseli Stoll foi morta na noite do dia 2 de dezembro de 2021. Ela foi asfixiada pelo ex-companheiro, que foi preso dias depois no Rio Grande do Sul. O corpo jogado no lago da Usina Hidrelétrica de Itá, em Alto Bela Vista. Os restos mortais não foram localizados.

Confira a nota:

Diante da recente notícia acerca do caso Roseli Stoll, de que houve uma “investigação” patrocinada por familiares, é necessário fazer alguns esclarecimentos.

Desde o início das investigações foi dado como certo o óbito da vítima. Há provas no processo que não deixam qualquer dúvida sobre isso. Além da confissão do réu, que confirmou ter matado Roseli, tem diversos outros elementos que confirmam tal fato. O processo está em segredo de justiça e por isso não há possibilidade de publicar os detalhes neste momento.

No entanto, jamais foi aventada durante todo o processo a possibilidade de ela estar viva, nem mesmo pela defesa do réu.

É importante que se diga que a “investigação” contratada pela família não contou com o auxílio de nenhum Órgão ou agente público, sendo realizada por um escritório de detetive particular, que passou a fornecer dados incertos à família, mantendo a esperança sem qualquer indício de vida, ainda que mínimo.

Sabemos da dor e angústia dos familiares que não puderam se despedir da Roseli e dar a ela um enterro digno. Alimentar a esperança de que estaria viva para angariar recursos financeiros é um ato lamentável. O Ministério Público tomou conhecimento de tal situação à época e orientou os familiares a não mais dispenderem de seus recursos para patrocinar esse trabalho que contava com métodos desconhecidos e baseado em teorias ilusórias.

Em breve será realizado o julgamento pelo Tribunal do Júri e a família poderá ser confortada pelo sentimento de que a justiça foi feita.

Somos solidários à dor dos familiares e trabalhamos intensamente para que o responsável por tamanha crueldade seja punido.