Em meio a todas as obras que pretende tocar até o fim do governo, o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, não esconde o sonho de retomar o projeto frustrado da ex-presidente Dilma Rousseff de implantar o trem-bala no país. As informações são do Correio Braziliense.
Sempre que questionado sobre os principais projetos de sua área que quer ver concluídos até 2022, o ministro cita a rodovia 163 — surgida nos anos de 1970, mas nunca finalizada — e a Ferrogrão. Mas não se esquece de enfatizar o sonho pelo trem-bala.
Dilma lançou o projeto do trem-bala em 2009, ainda como ministra da Casa Civil, como uma das principais obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). A promessa era entregar o empreendimento em 2014, para a Copa do Mundo realizada no Brasil.
O projeto original ligaria Campinas ao Rio de Janeiro, passando por São Paulo. O trem-bala foi avaliado, à época, em US$ 15 bilhões (hoje, cerca de R$ 60 bilhões). Mas nunca saiu do papel. Deixou, porém, uma herança pesada para os cofres públicas, a Empresa de Planejamento e Logística (EPL), que custa mais de R$ 70 milhões por ano aos cofres públicos.
Fixação
A EPL ficou encarregada de desenvolver e tocar o projeto de trem-bala. Gastou milhões com estudos de viabilidade econômica, sem que nada avançasse. Como a estatal não foi extinta — essa era a promessa do presidente Jair Bolsonaro quando assumiu o governo —, talvez Tarcísio Freitas possa usá-la para realizar o sonho.
O que não se sabe é se o ministro da Infraestrutura seguirá o modelo definido no governo de Dilma Rousseff. Ou se o governo gastará mais dinheiro, mesmo com a escassez de recursos no caixa do Tesouro Nacional, para fazer novos estudos.
Tarcísio Freitas, apontado como o ministro que mais entrega no governo Bolsonaro, certamente terá que gastar muita lábia para convencer o chefe a encampar um projeto que foi elaborado em um governo petista.





