Morte do bebê de dois meses completa um ano nesta segunda-feira; saiba como está o caso na Justiça

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Capinzal – Completa um ano nesta segunda-feira (26) a morte do bebê Bryan Hemanuel Toldo, 2 meses. O crime ocorreu no Loteamento Parizotto em Capinzal. Aislan Ribeiro Toldo, 21 anos, pai da criança, está preso preventivamente no presídio regional de Joaçaba. Ele foi pronunciado para ser submetido a júri popular. Já a mãe, Vanessa Rodrigues da Silva, 22 anos, foi impronunciada e recebeu liberdade.

No último dia 29 de agosto o juiz da 2ª Vara da comarca de Capinzal, Daniel Radünz, pronunciou para ser submetido a júri popular o pai do bebê. Já em relação à mãe do bebê, o magistrado decidiu por impronunciá-la, ou seja, não será levada a julgamento popular. Na mesma decisão o magistrado determinou a soltura da ré.

Como cabiam recursos nos dois casos, tanto o MP quanto a defesa de Aislan interpuseram em tempo hábil e foram recebidos nesta semana pela Justiça. A defesa de Aislan quer a impronúncia dele, enquanto o MP quer que Vanessa também seja submetida a júri popular. Os recursos ainda serão julgados pelos desembargadores.

Bryan foi morto no dia 26 de março de 2017. A denúncia do Ministério Público é por homicídio incluindo as qualificadoras “motivo fútil, meio cruel e recurso que impossibilitou a defesa da vítima”. Para o MP, Aislan seria o agressor do bebê e Vanessa teria se omitido no dever de agir para evitar o resultado. Aislan Toldo foi preso pela Polícia Militar no dia 26 de março, horas depois de confirmada a morte do filho, que havia completado dois meses no dia anterior. Vanessa da Silva foi presa na manhã do dia 27 por policiais civis em cumprimento de mandado de prisão preventiva expedido pela Justiça.

O bebê foi encaminhado pelos avós ao Hospital Nossa Senhora das Dores, por volta das 4h do domingo apresentando lesões pelo corpo. Entretanto, o bebê deu entrada já sem vida. A necropsia do Instituto Geral de Perícias de Joaçaba apontou a causa da morte por traumatismo craniano. Conforme o delegado José Sérgio de Castilho, a mãe disse que teria deixado o filho na sala aos cuidados do pai, por volta das 2h, e teria ido dormir. Por volta das 4h o jovem acordou a companheira dizendo que o filho não estava mais respirando. Ele disse que teria tentado reanimar a criança, mas não conseguiu. A jovem pediu socorro aos pais que residem nas proximidades, os quais levaram o neto ao hospital. O suspeito não quis acompanhar o socorro do filho. Ele foi preso pela Polícia Militar por volta das 6h30min na Vila Sete de Julho, quando ia com o pai até o hospital. O corpo do bebê foi enterrado no cemitério da Vila Sete de Julho em clima de forte comoção.