Motorista pode perder CNH por até 10 anos e pagar multa de quase R$ 30 mil com nova Lei Seca

Política

Um projeto de lei em análise na Câmara dos Deputados pode endurecer drasticamente as punições para motoristas que dirigirem sob efeito de álcool no Brasil. A proposta prevê suspensão da CNH por até 10 anos e multas que podem chegar a cerca de R$ 29 mil em casos de acidentes com morte.

O texto altera a atual Lei Seca e estabelece penalidades mais severas conforme a gravidade das consequências do acidente.

O que pode mudar

De acordo com o projeto, motoristas alcoolizados envolvidos em acidentes fatais poderão ser penalizados com multa equivalente a até 100 vezes o valor de uma infração gravíssima, além da suspensão do direito de dirigir por uma década.

Já nos casos de invalidez permanente, a multa pode chegar a 50 vezes o valor da infração, com suspensão da CNH por até cinco anos.

Hoje, a penalidade padrão para dirigir sob efeito de álcool já prevê multa elevada e suspensão da habilitação, mas com regras menos rigorosas do que as propostas.

Motorista pode pagar despesas das vítimas

Outro ponto importante do projeto é a responsabilização financeira do condutor. Caso aprovado, o motorista que provocar acidente sob efeito de álcool poderá ser obrigado a arcar com despesas médicas das vítimas, além de pagar indenizações durante o período de recuperação.

Se não houver recursos suficientes, o texto prevê até a possibilidade de pagamento de pensão equivalente a parte da renda previdenciária.

Reincidência mais rigorosa

A proposta também aumenta a punição para reincidentes. Quem voltar a dirigir alcoolizado após já ter sido penalizado poderá sofrer novas multas dobradas e reinício do prazo de suspensão da CNH.

Tramitação

O projeto ainda está em análise na Câmara e aguarda parecer na Comissão de Viação e Transportes. Para entrar em vigor, precisa ser aprovado pelos deputados, senadores e sancionado pela Presidência da República.

A justificativa da proposta aponta o alto número de mortes no trânsito brasileiro e defende medidas mais rígidas para reduzir acidentes causados por motoristas sob efeito de álcool.