Capinzal – O Ministério Público da Comarca de Capinzal instaurou inquérito civil para apurar a eventual comercialização irregular de sementes pela empresa Wagner Agroindustrial Ltda. O procedimento foi aberto na última quinta-feira (08) pela 1ª Promotoria de Justiça da comarca, sob a responsabilidade do promotor Elias Albino de Medeiros Sobrinho. O inquérito tem a participação da 2ª Promotoria de Justiça da Comarca de Capinzal.
Os proprietários da empresa enfrentam entrave judicial com integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) que deverão deixar a Fazenda Volta Grande, na comunidade de Volta Grande, interior de Zortéa. A decisão foi proferida em liminar concedida aos proprietários do imóvel pela Justiça da comarca de Campos Novos na semana passada.
O imóvel ocupado pelo MST é um dos que servem para o plantio e cultivo de grãos que são comercializados pela empresa.
A fazenda foi ocupada na manhã do último dia 06. A liminar, assinada pelo juiz Juliano Serpa, ressalta que o MST retornou à fazenda de propriedade da Wagner Agroindustrial há pouco mais de quatro meses depois de terem sido obrigados a deixar o local mediante um mandado de reintegração de posse. A desocupação ocorreu no dia 28 de abril com auxílio de um grande aparato policial.
O magistrado mencionou, ainda, que a ocupação demonstra total desrespeito por parte do MST às instituições, seja do Poder Judiciário ou Polícia Militar.





