MP abre procedimento para apurar conduta do delegado-geral de SC no caso do cão Orelha

Segurança

O Ministério Público de Santa Catarina abriu um procedimento contra o delegado-geral da Polícia Civil, Ulisses Gabriel, para apurar a conduta dele no caso do cão Orelha. O foco é verificar se houve possível abuso de autoridade, violação de sigilo funcional e eventual ato de improbidade administrativa.

O caso do cão Orelha envolve a investigação da morte do animal, em Florianópolis, e suspeitas contra adolescentes, o que trouxe forte repercussão e exposição nas redes sociais. O procedimento foi aberto pela 40ª Promotoria do Ministério Público do Estado (MPSC), responsável pelo controle externo da atividade policial.

O MPSC aponta que o procedimento é uma apuração preliminar, ou seja, não significa culpa nem denúncia formal e serve para levantar fatos e avaliar se houve irregularidades antes de qualquer medida mais grave.

À NSC, Ulisses disse que não foi notificado. “Eu não tenho como responder por abuso de autoridade, muito menos por violação de sigilo funcional. Não sou e nunca fui responsável pela investigação”.

Cronologia do caso Orelha

● Madrugada de 4 de janeiro de 2026 – cão comunitário Orelha é agredido por adolescentes na Praia Brava, em Florianópolis.

● Dia 5 de janeiro – após atendimento veterinário e gravidade dos ferimentos, o animal é submetido à eutanásia.

● Primeira semana de janeiro – caso ganha repercussão estadual e nacional; Polícia Civil cria força-tarefa para investigar.

● Ao longo de janeiro – coleta de imagens, análise de celulares e oitivas de testemunhas ajudam a identificar os envolvidos.

● Meados de janeiro – surgem denúncias de coação a testemunhas e o caso passa a ter novos desdobramentos.

● Final de janeiro – exposição do caso nas redes sociais gera debates sobre divulgação de informações e proteção de menores.

● Início de fevereiro de 2026 – polícia conclui o inquérito e pede internação de adolescente apontado como principal agressor; adultos são indiciados por coação.

● Após conclusão do inquérito – Ministério Público abre procedimento para apurar a conduta do delegado-geral na condução pública do caso.