O caso que chocou o município de Paial, no Oeste de Santa Catarina, ganhou novos desdobramentos. O Ministério Público de Santa Catarina entrou com recurso contra a decisão do Tribunal do Júri que absolveu a ex-vereadora Adriana Terezinha Bagestan (PT), acusada de matar o marido, Sedinei Wawczinak, de 42 anos.
A absolvição foi decidida na quarta-feira (11), quando os jurados aceitaram a tese de legítima defesa apresentada pela defesa. Com o recurso do MP, a Justiça deverá analisar se mantém a decisão ou se o caso precisará passar por um novo julgamento.
Adriana estava sendo acusada de homicídio qualificado, pois, segundo a denúncia, o disparo teria sido efetuado enquanto o marido dormia, o que impossibilitaria qualquer reação. O crime ocorreu na residência do casal, onde também viviam os dois filhos.
Durante o julgamento, a defesa argumentou que a ex-vereadora foi vítima de violência doméstica ao longo de 15 anos de relacionamento e agiu para proteger a própria vida e a dos filhos. A advogada Ana Paula Signori afirmou que todas as provas foram cuidadosamente analisadas pelos jurados, culminando na aceitação da tese de legítima defesa.
O advogado Cleiber Renato Cagliari destacou que a decisão não é motivo de comemoração, tratando-se de uma tragédia familiar, e que uma eventual condenação teria punido “a única sobrevivente” de um contexto de violência.
A ex-vereadora estava presa preventivamente desde o crime e foi colocada em liberdade após a absolvição.
O Ministério Público, responsável pela acusação, contestou o veredicto e apresentou recurso. Até que haja uma decisão do Tribunal de Justiça, a absolvição continua válida. Caso o recurso seja aceito, um novo julgamento poderá ser marcado para reavaliar a situação.



