O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) recorreu da sentença que condenou Cláudia Hoeckler a 20 anos e 24 dias de prisão pelo assassinato do marido, ocultação de cadáver e falsidade ideológica, em Lacerdópolis. O órgão considera a pena branda e pede ao Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC) que reavalie a decisão.
O Promotor de Justiça Rafael Baltazar Gomes dos Santos argumenta que a sentença não levou em conta a frieza, premeditação e insensibilidade da ré, que manteve o corpo do marido no freezer por cinco dias e ainda participou das buscas simulando preocupação. Ele também destaca o impacto social e emocional causado pelo crime, amplamente divulgado pela imprensa.
O MPSC contesta ainda a atenuante por confissão espontânea, já que Cláudia só admitiu o crime após a descoberta do corpo. O recurso foi interposto no dia 18 de setembro e aguarda julgamento. Vale ressaltar que o escritório de advocacia que defende a ré quase foi afastado do caso após perder o prazo para apresentar seus argumentos e contrapontos — juridicamente chamados de contrarrazões.
Fotos: Rádio Capinzal



