O Ministério Público Estadual (MPE) deflagrou nesta quinta-feira (12), a operação “Negócio Acessível”, que investiga crimes de corrupção ativa e passiva, falsidade ideológica, advocacia administrativa e falsificação de documentos públicos em Chapecó, no Oeste catarinense.
A operação é promovida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), em apoio à 10ª Promotoria de Justiça da comarca. Outras operações de enfrentamento à corrupção e à lavagem de dinheiro também ocorrem em mais nove estados: Amazonas, Bahia, Goiás, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, São Paulo e Sergipe.
A pedido do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), a Justiça expediu quatro mandados de busca e apreensão e dois mandados de aplicação de medidas cautelares. Durante a operação “Negócio Acessível” todos foram cumpridos.
Segundo o MPE, os suspeitos estão proibidos de ter contato com testemunhas ou servidores públicos e de acessar às dependências de órgãos públicos municipais. Também houve a suspensão do exercício do cargo público.
O Gaeco de Santa Catarina é uma força-tarefa composta pelo Ministério Público Estadual, Polícias Militar, Civil, Rodoviária Federal e Secretaria Estadual da Fazenda.
Operação Curupira
Na terça-feira (10), o Gaeco de Santa Catarina deflagrou a operação “Curupira”, nas cidades de Rio do Sul, Lontras, Ibirama, Aurora, Ituporanga, Taió e Salete, no Vale do Itajaí. A ação também buscou combater crimes contra a administração pública e o meio ambiente.
Foram cumpridos oito mandados de prisão preventiva, sete afastamentos das funções públicas e 28 mandados de busca e apreensão.
Operação nacional
A operação nacional de enfrentamento à corrupção e à lavagem, que ocorre em 10 estados é Articulada pelo Grupo Nacional de Combate às Organizações Criminosas (GNCOC), colegiado que reúne os Gaecos do Brasil.
A operação nacional cumpre 87 mandados judiciais, dentre busca e apreensão, prisão, afastamento de funções públicas e uso de tornozeleiras eletrônicas.
O objetivo é combater crimes contra a administração pública praticados por servidores públicos e particulares: corrupção ativa e passiva, peculato, peculato eletrônico, participação em organização criminosa, associação criminosa, fraude à licitação, lavagem de dinheiro, tráfico de influência, falsidade ideológica e material e fraude processual.





