Duas pessoas foram denunciadas pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) pela morte de Pedro Rodrigues Alves, proprietário de uma funerária em Videira, no Meio-Oeste catarinense. O crime aconteceu em fevereiro deste ano e, segundo a investigação, a vítima teria sido envenenada pela própria companheira com a ajuda do suposto amante dela.
Conforme a denúncia, a mulher teria colocado um raticida clandestino conhecido como “chumbinho” na comida do empresário, causando uma intoxicação grave que levou à morte. O homem apontado como amante dela também foi denunciado por participação no planejamento do crime.
Conforme o MPSC, os dois mantinham um relacionamento extraconjugal e teriam cometido o homicídio para ficar com o patrimônio da vítima e poder viver juntos.
A denúncia já foi aceita pela Justiça, e os dois respondem por homicídio qualificado. Entre as qualificadoras apontadas estão: uso de veneno, motivo torpe, meio cruel, dissimulação e recurso que dificultou a defesa da vítima. Ambos seguem presos preventivamente enquanto aguardam o andamento do processo.
As investigações da Polícia Civil apontam que, desde janeiro, os suspeitos teriam misturado substâncias tóxicas nos medicamentos e nas bebidas do empresário. Entre os produtos utilizados estariam soda cáustica e metanol. Como as primeiras tentativas não teriam provocado a morte, o casal decidiu usar o “chumbinho”.
Pedro Rodrigues Alves procurou atendimento médico no dia 4 de fevereiro e foi internado em estado grave na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Ele morreu 11 dias depois, após o agravamento do quadro clínico causado pela intoxicação.



