O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) denunciou três pessoas investigadas pela morte da corretora gaúcha, Luciani Aparecida Estivalet Freitas encontrada esquartejada em Florianópolis. A denúncia foi apresentada nesta sexta-feira (22) pela 35ª Promotoria de Justiça da Comarca da Capital.
Foram denunciados uma empresária, um homem e outra mulher pelos crimes de roubo qualificado pelo resultado morte (latrocínio), ocultação de cadáver e corrupção de menor. Conforme o MPSC, o grupo teria agido em conjunto e dividido tarefas durante a execução do crime.
De acordo com a denúncia, a mulher investigada teria preparado e ministrado substâncias sedativas à vítima para reduzir qualquer possibilidade de reação. Já a empresária, segundo o Ministério Público, teria aproveitado o acesso ao imóvel para executar a fase mais violenta da ação, causando lesões que levaram à morte de Luciani.
Ainda conforme a acusação, o homem e a outra mulher teriam dado suporte material, vigilância e cooperação durante o crime.
De acordo com a denúncia, a mulher investigada teria preparado e ministrado substâncias sedativas à vítima para reduzir qualquer possibilidade de reação. Já a empresária, segundo o Ministério Público, teria aproveitado o acesso ao imóvel para executar a fase mais violenta da ação, causando lesões que levaram à morte de Luciani.
Ainda conforme a acusação, o homem e a outra mulher teriam dado suporte material, vigilância e cooperação durante o crime.
Corpo teria sido esquartejado após morte
Após a morte da vítima, os denunciados teriam roubado diversos bens, incluindo eletrônicos, cartões bancários, veículo e dados pessoais. O Ministério Público afirma que os suspeitos usaram os recursos para realizar compras e obter vantagem financeira.
A denúncia também aponta que o homem investigado teria esquartejado o corpo da corretora, com apoio logístico das duas mulheres. Em seguida, os três teriam participado do transporte e descarte dos restos mortais em diferentes pontos da Grande Florianópolis.
Segundo o MPSC, um adolescente também teria sido envolvido nas ações criminosas, o que motivou a denúncia pelo crime de corrupção de menor.
A denúncia ainda precisa ser recebida pela Justiça. Caso isso ocorra, os três investigados passam oficialmente à condição de réus em uma ação penal.
Relembre o caso
Luciani era natural de Alegrete (RS) e morava sozinha em uma pousada na região norte de Florianópolis, no bairro Santinho, onde trabalhava como corretora de imóveis. Ela foi vista pela última vez em 5 de março de 2026, quando teria desaparecido de seu apartamento.
Nos dias seguintes ao desaparecimento, familiares começaram a desconfiar de que algo havia ocorrido. Isso porque receberam mensagens enviadas do celular da corretora com erros de português, considerado incomum pela família, o que levantou a suspeita de que outra pessoa estivesse se passando por ela.
Diante disso, a família registrou um boletim de ocorrência por desaparecimento na segunda-feira (9).
Ainda no dia 9 de março, moradores da cidade de Major Gercino, a cerca de 100 quilômetros da capital catarinense, avistaram partes de um corpo em um córrego na zona rural do município. A Polícia Militar foi acionada em 11 de março, quando o corpo foi retirado do local e encaminhado para perícia.
Enquanto isso, as investigações avançavam em Florianópolis. A polícia descobriu que, após o desaparecimento de Luciani, compras online estavam sendo realizadas com os dados e cartões da vítima. A retirada das mercadorias foi feita por um adolescente de 14 anos que morava no mesmo residencial que a corretora.
Parte dos pertences de Luciani, como notebook e outros objetos, foi encontrada escondida em um apartamento desocupado do condomínio, que pertencia à mulher de 47 anos.
Com isso, três pessoas foram presas: uma mulher de 47 anos, inicialmente por receptação de bens da vítima; um homem de 27 anos e da companheira dele, de 30 anos, que foram localizados e detidos em 12 de março, na cidade de Gravataí (RS), após deixarem Santa Catarina. Eles eram vizinhos da corretora esquartejada.
O homem de 27 anos usava um nome falso e estava foragido da Justiça de São Paulo, suspeito de participação em um latrocínio ocorrido em 2022 na cidade de Laranjal Paulista.
Segundo a investigação, Luciani teria sido morta entre os dias 4 e 5 de março, possivelmente dentro do próprio apartamento onde morava.
O corpo teria permanecido no local até a madrugada de 7 de março, quando foi retirado e posteriormente esquartejado antes de ser descartado na área rural de Major Gercino. A perícia concluiu, nesta semana, que o corpo no rio era da corretora esquartejada.



