Um homem suspeito de abusar sexualmente da enteada, uma adolescente de 15 anos, teve o pedido de prisão preventiva decretado pela Justiça após manifestação favorável do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) ao pedido da Polícia Civil.
Conforme o Promotor de Justiça Eliatar Silva Junior, os atos foram praticados em abril deste ano em Cocal do Sul, enquanto a adolescente dormia.
Um dia após o crime, foram expedidas medidas protetivas de urgência que o impediam de se aproximar das vítimas e da residência delas.
Mesmo com a medida de proteção para a adolescente e sua mãe, o acusado foi ao encontro das vítimas e proferiu ameaças a elas. Em decorrência dos acontecimentos, a autoridade policial representou pela prisão preventiva.
Na decisão, o juiz afirma que as medidas protetivas não foram suficientes para coibir o suspeito e que a prisão se faz necessária para a garantia da ordem, tendo em vista a gravidade do crime.
Suspeito já estava sendo processado
Em outros relacionamentos, o homem também abusava das enteadas. Segundo o Promotor de Justiça, o suspeito que teve a prisão preventiva decretada está sendo processado pela prática de estupro de vulnerável em Criciúma, mas ainda não foi condenado, já que o processo está em fase de instrução.
O caso aconteceu no decorrer de 2010 e 2014 e, posteriormente, em Cocal do Sul, entre 2014 e 2016, onde o suspeito, aproveitando-se da proximidade que tinha com as vítimas, por serem enteadas, abusava sexualmente das meninas, que na época tinham 14 anos, enquanto elas dormiam.
Recentemente, o Conselho Tutelar de Cocal do Sul encaminhou à Promotoria de Justiça uma denúncia registrada no Disque 100 contra o mesmo homem.
Conforme o denunciante, o suspeito estava mantendo um relacionamento amoroso com uma mulher, mãe de uma menina de 8 anos, e o suspeito estava dormindo frequentemente na casa delas.
Por saber que contra ele havia a acusação de estupro de vulnerável, o denunciante resolveu ligar para o Disque 100 e relatar que a criança estava sendo colocada em risco por estar dormindo no mesmo local que o suspeito.
Diante disso, a promotoria pediu medida protetiva à criança, para impedir que o suspeito pudesse se aproximar da menina e fizesse uma nova vítima.







