Mulher é condenada por drogar idoso e roubar mais de R$ 900 da vítima em SC

Política

Uma mulher, que dopou um idoso de 71 anos, ao servir um café para roubar dinheiro da vítima, foi condenada em cinco anos, 11 meses e 28 dias de prisão, em regime inicial semiaberto, além do pagamento de 14 dias-multa. O crime aconteceu em Itaiópolis, no Norte catarinense.

Conforme a denúncia, em maio de 2019, o idoso estava em uma lanchonete quando foi abordado pela acusada. Ela o convidou para visitar uma loja de roupas nas proximidades e ele aceitou. Quando chegaram, a denunciada ofereceu à vítima uma xícara de café que supostamente continha a substância clonazepam ou fluoxetina, responsáveis por comprometer sua consciência.

Enquanto a vítima se encontrava incapaz de reagir devido aos efeitos do sedativo, a denunciada subtraiu para si a quantia de R$ 950 em espécie e um celular, no valor de R$ 459,08.

Foram encontrados na posse da acusada comprimidos de fluoxetina, medicamento que pode provocar visão embaçada, confusão mental, alucinações, dor de cabeça e rigidez muscular como reações adversas. Também foi encontrado um frasco de “extrato de raízes – gotas do zeca”, com certa quantidade de substância líquida, além de um frasco de clonazepam, o qual pode causar depressão do sistema nervoso central, bem como problemas respiratórios, cardíacos e psiquiátricos.

A ré nega ter convidado a vítima para ir até o brechó e diz que só foi até lá para entregar marmita a uma senhora. Segundo sua versão, o homem já estava no estabelecimento e o café lhe foi servido pela responsável do lugar. Porém, em novo depoimento que precisou prestar, a acusada entrou em contradição e admitiu ter servido a bebida para a vítima.

Uma testemunha conta que, mesmo ainda tonto, o idoso foi até uma farmácia sozinho, oportunidade em que deixou uma maleta no brechó. A responsável pela loja sustentou que, nesse momento, a ré pegou algo dentro da maleta, mas não soube dizer o que ela tirou de lá. Esclareceu ainda que o senhor já estava zonzo quando a denunciada mexeu na pasta dele pela primeira vez.

No dia dos fatos, a filha da vítima soube que seu pai havia batido o veículo nas proximidades do hospital de Itaiópolis, por estar desorientado. Quando o encontrou, percebeu que ele não estava com o celular e o dinheiro que havia sacado da aposentadoria.

A acusada pleiteou absolvição por insuficiência de provas, mas, segundo a relatora da apelação, sua defesa não logrou êxito em derrubar os elementos da acusação.