Mulher presa por atear fogo em casa diz que agiu por vingança do marido

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Guatambú – A mulher de 33 anos suspeita de incendiar a casa em que estava os três filhos, em Guatambú, no último domingo (13), disse que ateou fogo no imóvel por vingança. O caso ocorreu na Linha Elisbão, interior do município.

A afirmação foi feita durante a audiência de custódia, realizada na tarde de segunda-feira (14). Em depoimento, ela disse  que o casal consumia bebida alcoólica próximo a casa quando foi agredida pelo marido com um tapa.

Durante o relato ao juiz Jeferson Vieira, titular da 1ª Vara Criminal da comarca de Chapecó, ela teria dito que colocaria fogo no imóvel durante a madrugada, motivada por  vingança.

Papelão e porta trancada com arame

Segundo a Polícia Militar, que fez o primeiro registro da ocorrência, a mulher incendiou a casa usando papelão, por volta das 3h de domingo (13).

Ela teria trancado a porta do imóvel com um arame. A filha de 13 anos conseguiu quebrar uma janela e sair com os dois irmãos, de 11 e 10 anos.

A mulher contou ao juiz que é venezuelana e a família chegou ao Brasil há quatro meses. Outros três filhos da suspeita estão no estado de Roraima.

Após o procedimento, o juiz determinou que a mulher fosse encaminhada ao IGP (Instituto Geral de Perícias) para exame de corpo de delito. Para ele, é necessário confirmar a informação de que a motivação seriam as agressões que ela diz ter sofrido por parte do companheiro.

O processo será encaminhado ao Consulado da Venezuela, para conhecimento das autoridades daquele país. Também foi enviada cópia dos autos ao Ministério Público de Santa Catarina, para assistência material e psicológica aos filhos.

O juiz Jeferson Vieira também converteu a prisão temporária em preventiva. A mulher foi levada ao Presídio Feminino de Chapecó.  As crianças estão aos cuidados do Conselho Tutelar de Guatambu.

Investigação 

O delegado Thiago de Oliveira, da 1ª Delegacia de Polícia Civil, disse que a mulher foi presa em flagrante ainda no domingo, quando também foi ouvida pelo delegado plantonista.

Oliveira afirma que a documentação foi encaminhada ao Poder Judiciário. Ele também aguarda a conclusão dos laudos periciais feitos pelo IGP para finalizar o procedimento instaurado pela Polícia Civil. (Informações ND Mais)