Na noite daquele sábado, 22 de fevereiro de 2014, Reni Carlos estava em seu sítio, em Siderópolis, no Sul do estado, preparando o almoço que serviria no dia seguinte. Dois frangos estavam sendo limpos na pia da cozinha quando, instantes depois, ele foi surpreendido e morto a mando da própria esposa.
O crime foi executado por um homem contratado para a ação criminosa, que disparou quatro vezes contra a vítima. Pela execução, ele recebeu R$ 1.500, quantia paga pela esposa e por um terceiro envolvido, que ainda será julgado. A mulher foi condenada a 19 anos, 7 meses e 6 dias de reclusão e o executor a 16 anos, 9 meses e 18 dias de reclusão, ambos em regime inicialmente fechado.
Homicídio duplamente qualificado
Após mais de 11 horas de julgamento, realizado nesta quinta-feira (11/9), o Conselho de Sentença acolheu integralmente as teses do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) e condenou os dois réus por homicídio duplamente qualificado – a esposa, pelas qualificadoras de motivo torpe e recurso que impossibilitou a defesa da vítima, e o executor, por homicídio mediante promessa de recompensa e também com recurso que impossibilitou a defesa.



