A empresa italiana Zucchetti anunciou nessa segunda (12) a aquisição de mais duas empresas no Brasil: a Smallsoft e a Gdoor, ambas da cidade de Concórdia.
O valor total investido chega a R$ 140 milhões, e dá à multinacional italiana mais força no objetivo declarado de ser líder no segmento de tecnologia para micro e pequenos varejistas no País.
Segundo a empresa, a multinacional passa a ter base de 100 mil clientes no segmento de varejo no mercado brasileiro.
No mundo a Zucchetti diz faturar mais de 1,3 bilhão de euros ao ano. Tem 8 mil colaboradores e atende mais de 800 mil clientes, além de ter unidades em 11 países e clientes em mais de 50.
No Brasil, a empresa está há 11 anos e tem como estratégia de expansão fazer aquisições.
Em 2020, por cerca de R$ 100 milhões, a italiana comprou a Compufour, especializada em sistemas de gestão para micro e pequenas empresas. Foram outras seis aquisições no Brasil ao longo de 11 anos.
O que faz a Zucchetti
A Zucchetti trabalha com desenvolvimento de tecnologia, como softwares e programas de gestão empresarial. A empresa foi fundada há 40 anos, na Itália, e em 2022 comemora seu 11º aniversário também em terras brasileiras.
A Zucchetti tem faturamento de mais de 1,3 bilhão de euros por ano, o que representa aproximadamente R$ 7,2 bilhões. São, ao todo, 8.000 colaboradores e 800.000 clientes globalmente, em uma operação presente em mais de 50 países — 11 deles com operações próprias. No Brasil, o destaque está na criação de soluções voltadas a setores como:
Por que Concórdia?
Com a compra da Smallsoft e da Gdoor, a Zucchetti também traz novo fôlego à uma estratégia pouco usual entre grandes companhias: o olhar atento a empresas que nascem no interior dos estados. Trata-se de um movimento que começou ainda em 2020, quando a Zucchetti comprou a Compufour, especializada em sistemas de gestão para micro e pequenas empresas — e também de Concórdia.
À época, a integração do negócio ao dia a dia da Zucchetti partia da ideia dos europeus de que o mercado de soluções para PMEs varejistas, por aqui, ainda era incipiente. O principal concorrente no páreo era a Linx, gigante de gestão, mas que desenvolvia soluções para empresas de maior porte. Sem representantes de pompa para disputar um mercado que soma milhões de pequenos negócios, a Zucchetti decidiu trazer para si a Compufour, atualmente com 43.000 clientes, em uma transação superior a R$ 100 milhões.
Coincidência ou não, as duas novas aquisições em território brasileiro, após a bem-sucedida relação com a Compufour, também envolvem empresas fundadas na cidade de Concórdia. Agora, o município passa a ter o maior número de funcionários da Zucchetti no Brasil.
Para Mainardi, ainda que tenha sido agnóstica na seleção da cidade de onde parte suas novas adquiridas, ecossistemas pequenos, como os de Concórdia, fomentam a criação de novos empreendedores capazes de chamar a atenção do mercado. “Essa dinâmica de Concórdia, onde vemos uma empresa em que um sócio já foi sócio de outras e que muita gente se conhece, pode dar indicações e assim por diante, favorece negócios”, diz. “O local em que estão as empresas é pouco relevante para nós. Mas a verdade é que o ambiente familiar ajuda e muito”.
Os planos da Zucchetti
Com as novas aquisições, a Zucchetti pretende estar mais próxima da liderança do mercado de gestão e automação para o micro e pequeno varejo, com algo em torno de 100.000 clientes ativos.
Agora, a ideia é aproveitar as carteiras robustas das duas empresas para crescer com ajuda de uma base já familiarizada às tecnologias criadas pelas catarinenses, ainda que rotule as soluções como próprias. “Vamos manter as linhas de produtos, mas com uma comunicação que remeta à Zucchetti. Queremos ser “top of mind” no nosso segmento”, diz o CEO. “Queremos subir de nível e brigar com os grandões que já estão no mercado”.
Em um futuro próximo, Mainardi também avalia a possível incursão da operação brasileira da Zucchetti aplicado a redes de hotelaria, algo já azeitado na Europa. “Pensamos em sistemas que ajudem hotéis que têm bares e restaurantes em suas instalações e grupos, por exemplo, e precisam descomplicar essa gestão de vendas”, explica.






