Município de Capinzal não teria buscado no aeroporto aluna que participou das Paralimpíadas

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Um polêmica foi gerada em torno da participação de uma aluna de Capinzal nas Paralimpíadas Escolares Brasileiras/2018, realizada de 19 a 24 de novembro, em São Paulo. A aluna da educação especial na Escola de Educação Básica Mater Dolorum, Bárbara Pelissari Katchor, cursa o Ensino Fundamental em Zortéa e foi convocada a partir de uma seletiva, o Parajesc que aconteceu em Florianópolis, em julho deste ano.

Barbara que é portadora de uma deficiência visual, conquistou o 1º Lugar no Arremesso Peso e no Lançamento de Disco. Na prova da corrida dos 100 metros rasos ela conquistou o 3º lugar.

O assunto foi alvo de críticas feitas pelo vereador Kelvis Borges, durante sessão ordinária da Câmara de Vereadores de Capinzal, realizada na noite desta terça-feira, dia 27. De acordo com o parlamentar, a aluna é moradora do Bairro São Cristóvão e teria sido levada até o aeroporto de Chapecó pela Secretaria de Educação de Capinzal, mas, não foi buscada. Kelvis destaca que o deputado Cesar Valduga, que mora em Chapecó, trouxe a aluna que estava acompanhada pela professora Dirlei Weber da Rosa, até o município de Capinzal. “Ela foi representar nossa bandeira, e de fato recebeu este presente negativo que nos deixa chateados”, disse o vereador.

A professora Dirlei Weber da Rosa encaminhou uma nota dando sua versão aos fatos.

Nota:

“No período de 19 a 24 de novembro aconteceu em São Paulo as Paraolimpíadas Escolares Brasileiras/2018. A aluna Bárbara Pelissari Katchor foi convocada a partir de uma seletiva, o Parajesc que aconteceu em Florianópolis em julho – 2018.

No dia 19 de novembro o motorista da secretaria de educação de Capinzal, nos deslocou até Chapecó para pegarmos o avião. Na quinta – feira fui informada que a imprensa local havia divulgado “ ESTUDANTE ZORTEENSE”, mediamente, entrei em contato com o jornalista responsável pela matéria, o mesmo fez a correção.

Saliento que Barbara é aluna no ensino regular, possuindo duas matriculas por ter deficiência visual (baixa visão). Ou seja uma no ensino regular e outra na educação especial.

Porém fui questionada se realmente a menina residia em Capinzal, se eu teria certeza, ou seja, que eu estaria utilizando de maneira ilegal o transporte de Capinzal para transportar a aluna.

Indignada respondi que se este seria o problema meu marido Valdecir iria me buscar em Chapecó. Fiquei sem resposta e considerando injusto que eu deveria assumir o deslocamento entrei em contato com o Deputado Valduga na sexta-feira à noite que prontamente me atendeu.

Considerando que a secretaria da educação possui desde o início do ano letivo uma planilha dos alunos do AEE da Escola de Educação Básica Mater Dolorum e que nela consta o nome, o local de residência e o motorista responsável pelo deslocamento dos alunos da sua residência até o Mater.

Sinto-me imensamente triste pela repercussão negativa da nossa participação nas Paralimpíadas Escolares Brasileiras/2018.”

A administração deverá mandar uma Nota de Esclarecimento.