“Não haverá dinheiro para cobrir todas as despesas”, diz governador de SC

Política

Em entrevista ao Balanço Geral Florianópolis nesta quinta-feira (2), o governador Carlos Moisés (PSL) falou sobre as ações de combate ao coronavírus (Covid-19) no Estado.

“Nós estamos percebendo que essa não é uma tragédia qualquer”, disse Moisés ao ser questionado sobre a situação do controle a pandemia.

O último boletim divulgado pela Secretaria de Estado da Saúde nessa quarta-feira (1º) confirmava 247 casos e duas mortes em razão do coronavírus (Covid-19).

O governador confirmou que o número de testes recebidos não é o necessário para que façam diagnósticos em larga escala. Contudo, Moisés contou que uma nova carga de teste chega na próxima semana ao Estado.

Serão 4.800 novos testes encaminhados ao Lacen (Laboratório Central de Saúde Pública). No local são feitas as análises de testes de profissionais da saúde com sintomas, pacientes em estado grave, gestantes, recém-nascidos filhos de mães com a doença e agentes de segurança pública.

Na entrevista, o governador comentou que a falta de insumos para a testagem é uma realidade mundial. Pela rede pública, apenas o Ministério da Saúde distribui tais insumos, que também estão em falta.

O número de leitos de UTIs (Unidades de Terapia Intensiva) também foi assunto da entrevista. Moisés esclareceu que Santa Catarina tem a projeção de construir mais de 1.500 leitos. Segundo ele, 779 já foram instalados nos hospitais.

Redução de salários

Questionado sobre uma possível redução nos salários de servidores estaduais, Moisés esclareceu que a medida não é a realidade atual do Estado. Contudo, a falta de dinheiro nos cofres públicos preocupa. “Não haverá dinheiro para cobrir todas as despesas”, disse.

Segundo ele, a queda na arrecadação estadual em razão das medidas de combate é de 25% . Esse percentual deve aumentar e possíveis cortes não são descartados pelo gestão de Carlos Moisés.

Dos R$ 8 bilhões do fundo de participação de estados e municípios, Santa Catarina recebeu um montante de R$ 14 milhões. esse valor, explicou Moisés, não foi repassado aos municípios.

As prefeituras devem ser beneficiadas com o dinheiro vindo da próxima leva do fundo. O valor é de R$ 20 milhões, segundo o governador.

Hospitais de campanha

Ainda na entrevista, Carlos Moisés comentou a possível instalação de hospitais de campanha no Estado. Segundo ele, as unidades podem ser construídas caso o número de pacientes graves aumente.

Moisés contou que participou de uma reunião na noite de quarta-feira onde discutiu a instalação dos hospitais de campanha. A construção de uma unidades teria como custo até R$ 8 milhões.

Os hospitais seriam instalados próximos a unidades de saúde já existentes para facilitar o uso de geradores e descarte de materiais, por exemplo. (ND Mais)