“Não lembro de nada”, diz mãe que matou filha de 2 anos com facada no pescoço em SC

Região

Tragédia em Balneário Gaivota deixou a comunidade em choque na manhã desta quinta-feira (11). Uma criança de apenas 2 anos foi encontrada morta com perfurações no pescoço dentro da própria casa, no bairro Jardim Ultramar, no Extremo Sul de Santa Catarina.

O caso foi registrado como homicídio doloso consumado e está sob investigação da Polícia Civil.

O crime

A Polícia Militar foi acionada por volta das 11h para uma residência na rua Danilo Carvalho dos Santos, nos fundos do antigo Bar Jair/Cancha de Bocha. No segundo andar da casa, os policiais encontraram a vítima deitada sobre uma mesa, já sem vida. O pai e o irmão da criança tentavam reanimá-la em meio ao desespero.

O Corpo de Bombeiros foi chamado com urgência, mas apenas confirmou o óbito da menina.

Mãe com sangue nas mãos

A mãe da criança foi localizada na casa de uma vizinha. Segundo a Polícia Militar, ela se mostrava calma, dizendo não saber o que havia ocorrido, mas apresentava mãos e pés sujos de sangue.

Em novo relato à PM, contou que havia servido comida para a filha e a deixou sentada à mesa. Depois, foi alimentar a outra filha, que é deficiente, mas disse não se lembrar de mais nada. Segundo ela, percebeu o ocorrido apenas quando chamou o marido, que estava na área externa com a filha mais velha, para ajudar no socorro.

Relato de testemunha

Um vizinho que mora na parte inferior da residência afirmou que a mãe sempre cuidou bem das crianças e nunca havia surtado. Porém, destacou que há três meses o marido retornou de uma viagem e, desde então, as brigas familiares se tornaram constantes. Em algumas discussões, o homem teria dito que os filhos não eram dele.

Esse vizinho ainda relatou que, após a tragédia, o pai da menina entrou no banheiro e se trancou por alguns minutos, levantando suspeita de que teria lavado as mãos, fato que não foi confirmado oficialmente.

Estado emocional da família

O pai da vítima precisou ser atendido pelo Corpo de Bombeiros devido ao abalo emocional e não conseguiu prestar depoimento. O irmão da criança também estava em estado de choque e não pôde relatar os acontecimentos.

Além da PM, estiveram no local equipes da Polícia Civil, Polícia Científica, Instituto Médico Legal (IML) e Conselho Tutelar, que realizaram os procedimentos periciais e investigativos.

A mãe da criança foi conduzida à Central de Flagrantes da Polícia Civil para prestar depoimento. Segundo a PM, não foi necessário uso de algemas, já que ela se manteve calma e colaborativa.

Investigação

A Polícia Civil apura todas as circunstâncias do crime. Nenhuma linha de investigação foi descartada até o momento. A análise pericial será determinante para esclarecer a autoria e a motivação da morte.