“Não se faz mais escravos como antigamente”: homem é indiciado por injúria racial, no Oeste

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Cunha Porã – A Polícia Civil indiciou um homem pelo crime de injúria racial, em Cunha Porã, no Oeste. O fato ocorreu no final de novembro. A vítima, um homem de 27 anos, relatou que trabalhava no carregamento de um caminhão, quando foi ofendida pelo proprietário do caminhão, que disse “não se faz mais escravos como antigamente”.

O homem se sentiu ofendido com as ofensas e registrou Boletim de ocorrência na Delegacia da Polícia Civil, que instaurou um inquérito policial. Ficou demonstrado na apuração que o proprietário do caminhão, de 48 anos, ofendeu a vítima chamando-o de escravo.

O homem foi indiciado por injúria qualificada pelo preconceito, cuja pena vai de 1 a 3 anos de reclusão, além de multa, tendo em vista que o Código Penal prevê como crime injuriar alguém utilizando “elementos referentes à raça, cor, etnia, religião, origem ou condição de pessoa idosa ou portadora de deficiência”.

O crime em questão apurado é o de injúria racial, que é diferente do crime de racismo. Enquanto no crime de racismo a conduta discriminatória é dirigida a um determinado grupo ou coletividade, recusando ou impedindo acesso a determinados lugares; no crime de injúria racial as palavras depreciativas referente à raça ou cor atingem a honra.