Quase metade dos moradores da região sul passa mais de 1 hora por dia no trânsito das grandes cidades. Esse porcentual chega a 44% do total. As informações são da pesquisa de opinião pública sobre Mobilidade Urbana e Trabalho, feita pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). Entre os respondentes, 53% afirmam que o tempo gasto em deslocamento afeta um pouco ou muito a qualidade de vida e 44% se sentem menos produtivos.
O levantamento da CNI não especifica as respostas por cidades, ou capitais, por isso os resultados são fornecidos conforme a região. De acordo com a pesquisa, o tempo de deslocamento não teve grande alteração depois da pandemia da Covid-19. 56% dos respondentes disseram que o tempo permaneceu o mesmo. Para 34%, o tempo aumentou um pouco ou muito, enquanto para os outros 8% o tempo diminuiu pouco ou muito.
Entre os motivos para aumento de tempo no deslocamento estão a redução das linhas de ônibus e aumento no fluxo de automóveis, com 23% e 20%, respectivamente. Entre os que gastam menos tempo agora, mudança de rotina e mudança de hábitos foram os principais, com 20% e 16%, respectivamente.
Quanto aos meios de transporte, 20% dos respondentes passaram a andar mais de ônibus, enquanto 18% passaram a utilizar mais os carros de aplicativo. 32% passaram a utilizar menos carros de aplicativos, mas somente 19% dos respondentes utilizam menos ônibus. Nos carros próprios ou de família, 31% utilizam com a mesma frequência, 18% utilizam mais e 12% utilizam menos.
Para quem passou a utilizar carros com mais frequência, 67% começou por ser mais rápido e 38% devido ao conforto. Para os que utilizam menos, 42% listou o preço do combustível como principal motivo para optar por outros meios de transporte. A bicicleta, aliás, também apareceu na pesquisa. 11% dos sulistas passaram a utilizar este meio de transporte com maior frequência.
Impacto — Na região sul, 89% dos respondentes trabalham de forma presencial, enquanto 10% fazem home office — trabalho remoto — e 1% trabalham de forma híbrida. Em comparação com as outras regiões, o sul tem a maior porcentagem de pessoas trabalhando em casa e a menor porcentagem na modalidade híbrida.
Em relação aos impactos, 57% dos respondentes disseram já ter se estressado poucas ou muitas vezes devido ao trânsito, 58% disseram que já se atrasaram para o trabalho, 19% já perderam reuniões importantes. Além disso, 33% já perdeu um período do trabalho por causa do trânsito; 41% dos entrevistados do sul já deixaram de aceitar empregos, ou cogitaram, por causa da distância e do tempo de deslocamento; e 5% já até mudaram de emprego pelo mesmo motivo.
Diferente do Sul, 62% dos brasileiros ficam menos de 1 hora no trânsito
Em relação às outras regiões, os sulistas passam mais tempo no trânsito. Na região sudeste, 61% dos respondentes ficam menos de 1 hora, enquanto 37% passam mais de 1 hora.
No nordeste, apenas 31% dos respondentes passam mais de 1 hora no trânsito, enquanto 67% passam menos de 1 hora. Por fim, no norte/centro-oeste, 32% ficam mais de 1 hora e os outros 67% gastam menos de 1 hora no trânsito.
De forma geral, 26% dos respondentes ficam entre 30 minutos e 1 hora no trânsito; 26% ficam menos de 30 minutos; e 36% passam mais de 1 hora em deslocamento. Ao final da pesquisa, um fator de ponderação foi aplicado, de forma que as somas dos porcentuais possa variar de 99% a 101%.
OS NÚMEROS
Dados da pesquisa foram levantados em abril de 2023, com mais de 2 mil respostas presenciais. Esses são os principais dados sobre a Região Sul.
Tempo no trânsito
Até 15 min/dia: 6%
De 15min/dia a 30min/dia: 24%
De 30min/dia a 1h/dia: 26%
De 1h/dia a 2h/dia: 28%
De 2h/dia a 3h/dia: 8%
Mais de 3h/dia: 8%
Trabalha/estuda/realiza atividades em casa: 1%
Não sabe/Não respondeu: 1%
Impacto na qualidade de vida
Afeta muito: 16%
Afeta pouco: 37%
Afeta em nada: 46%
Não sabe/Não respondeu: 1%
Impacto na produtividade
Afeta muito: 18%
Afeta pouco: 26%
Afeta em nada: 56%
Não sabe/Não respondeu: 1%
Plano de redução
Em primeiro lugar
O Ministério dos Transportes, por meio da Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran), posicionou o Paraná em primeiro lugar no ranking dos estados na implantação do Plano Nacional de Redução de Mortes e Lesões no Trânsito (Pnatrans). O Detran-PR lançou no painel Monitora Pnatrans, do governo federal, os resultados de 19 ações já implantadas pela autarquia paranaense.
O Paraná foi o primeiro estado a aderir ao Pnatrans, ainda em 2021, e está alinhado com a agenda global de segurança viária. O Plano Nacional tem o compromisso de reduzir em pelo menos 50% as mortes no trânsito brasileiro até 2028, preservando aproximadamente 86 mil vidas neste período.
O Monitora Pnatrans foi elaborado para acompanhar a conformidade das obrigações assumidas pelos órgãos e entidades, a fim de firmar o compromisso por um trânsito mais seguro, além de fomentar a transparência na execução das atividades nos estados.





