A Ordem dos Advogados do Brasil em Santa Catarina passou a acompanhar de perto a investigação da morte do advogado Rodrigo Pantaleão, de 53 anos, encontrado sem vida dentro da própria casa, em Florianópolis, nesta quinta-feira. Assim que tomou conhecimento do caso, a entidade entrou em contato com as autoridades policiais responsáveis pela apuração para obter informações sobre o andamento das investigações.
A morte de Pantaleão foi registrada no bairro Itacorubi e mobilizou as equipes de segurança ao longo do dia. A causa ainda não foi esclarecida, e a Polícia Científica ficou responsável pela perícia e pela elaboração dos laudos que vão apontar o que ocorreu.
O presidente da OAB/SC, Juliano Mandelli, destacou que as investigações ainda estão em andamento e que, por isso, ainda não é possível confirmar o que motivou a morte. Mesmo assim, reforçou que a Ordem tratará o episódio com rigor caso haja qualquer indício de relação com a atividade profissional do advogado.
“Recebemos essa notícia com profunda consternação. A OAB/SC acompanhará de perto as investigações para que todos os fatos sejam devidamente esclarecidos, especialmente no que diz respeito à eventual relação do crime com o exercício da advocacia e às prerrogativas profissionais”, afirmou Mandelli.
Segundo a entidade, se for confirmado qualquer vínculo entre o caso e o exercício da advocacia, a OAB/SC cobrará a responsabilização dos envolvidos. O presidente ressaltou ainda que a advocacia cumpre uma função essencial à Justiça, muitas vezes em situações de exposição que não são percebidas pela sociedade.
Mandelli lembrou também que a Ordem tem entre suas missões a defesa das prerrogativas da advocacia, da Constituição da República, do Estado Democrático de Direito, dos direitos humanos e da justiça social. A entidade afirmou que seguirá acompanhando cada etapa da apuração.
O caso que ganhou o país
O nome de Rodrigo Pantaleão ganhou repercussão nacional nas últimas semanas, depois que ele surpreendeu uma audiência da 3ª Vara Criminal da Comarca da Capital ao se manifestar a favor do pedido de condenação do próprio cliente, acusado de tráfico de drogas. À época, o Jornal Razão revelou que o advogado havia assumido o processo depois que a defensora anterior se tornou foragida da Justiça catarinense, também acusada de tráfico. O caso segue sob investigação. As informações são do Jornal Razão.







